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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Mas como os bebês são fofos!




 

 

Cuidado com os bebes: Eles são fofos, mas também são seus reflexos

Irmão, você já parou para observar a pureza de um bebê, a pergunta que não quer calar é: por que a gente cresce e se torna muitas vezes uma cebola cheia de camadas de chatice?

Bebês são  os seres mais sinceros que o mundo pode ter. Eles se divertem com o pouco, e qualquer bobagem de brincadeira pode ser transformada em uma festa por um bebê.

Acredito que presentear alguém com um filho é dar a vida três vezes:  a primeira é a sua vida, que você terá que abrir mão incontáveis vezes, a segunda é dar sua vida para quem fez o filho, no caso o pai da criança, e a terceira  é  principalmente dar a vida a essa pessoa que você carregou por 9 meses, mas que mudou toda a estrutura fisiológica do seu corpo, parem de romantizar a gravidez, só quem carrega um filho sabe como é essa emoção, e eu não sei, quiçá nunca saiba.  É uma mudança drástica no corpo e na vida da mulher. E se você não gosta da sua vida na maioria das vezes, não traga alguém para compartilhar desse infortúnio.


O maior ato de amor que eu posso dar para alguém, a maior prova, é dar um filho, sem sombra de dúvidas.

Os bebes crescem muito rápido, e se você tiver a sorte de passar parte do seu tempo com ele para ver esse crescimento você é uma pessoa de sorte, e cuidado, eles refletem todo que você faz, de bom e de ruim, aprendem e imitam tudo.

Os bebes são um tanto quanto bipolares para algumas pessoas, mas a realidade é que eles não levam desaforo para casa, um exemplo disso é o bebê  mijado ou cagado, ele fica extremamente irritado, mas é só trocar a frauda que ele já abre um sorrisão, o bebê tem 32 personalidades num só dia.

Se ele estiver com fome ele também muda de humor, quer ver um bebe feliz é você compartilhar com ele a sua fruta favorita, ou algo que ele gosta de comer, mas cuidado, tem que ser pedaços pequenos para ele não engasgar, ele fica tão satisfeito que dá gosto de ver.


 

Quer ver uma casa cheia de emoções , coloque gatos e bebês, vai ter hora que o bebê vai comer a ração do gato, vai deitar com a cabeça na barriga do gato, vai puxar o pelo do gato, vai beijar o gato, subir, no gato, coitado do gato, mas o gato nem vai ligar, e vai ser bonzinho a ponto de ir dormir com o bebê no berço, eu sei, gatos são reis. é inacreditável, como um gato mesmo agressivo fica pianinho na presença de um bebê, acho que apesar de ser felino, esses bichos sabem muito sobre fragilidade.

O bebê tem reações extremamente engraçadas, e o melhor disso é quando o bebê dá gargalhada, não existe nada mais contagiante que a risada sincera de um bebê. E quando você tem crise de riso na frente de um bebê, ele olha para sua cara com cara de paisagem e as vezes ele acompanha a crise. O melhor dos bebês é que eles nunca tem reações esperadas por você e são sempre uma surpresa, se você não tem um bebê, vá na casa de quem tem, e se quiser  mesmo um bebê seu, saiba que sua vida nunca mais será a mesma.

Esse texto é apenas o relato de uma tia de primeira viagem, apaixonada,  que nunca tinha segurado e trocado fralda de um bebê.



Minhas percepções sobre o Canadá que a neve não derreteu.

 


Salve família e queridos leitores, devido a pedidos, relato aqui neste texto minha experiência no Canadá. Prepare-se, e sente-se bem confortável, pois relatarei com detalhes e com bastante reflexão.

Primeiramente saliento que quando eu decidi ir para o Canadá para passar poucos meses eu tinha casa e trabalho em São Paulo, porém estava num trabalho que me sentia infeliz e pouco valorizada, sem plano de carreira e trabalhando agregando valor todo dia para construir sonhos dos outros, os meus estavam ficando para trás, tinha algo bem errado nisso então eu decidi me escolher e abrir mão do que não estava bom, para dar espaço para algo melhor ocupar lugar no banco da minha vida. Já dizia minha vó, não espere que a vida te proporcione coisas diferentes se você faz as mesmas escolhas, e tem medo de abandonar a zona de conforto, eu sei, ela é bem quentinha mesmo, principalmente nos dias frios e chuvosos.


Foi muito difícil deixar São Paulo e entregar minha casa, porque eu acredito que São Paulo não tem meio termo, ou você ama ou você odeia, e eu absolutamente amo essa cidade, acho que São Paulo abraça, é a cidade das oportunidades, das comidas de todo o mundo a qualquer hora, o ”ifood“ funciona, apesar de eu sempre ter compaixão dos entregadores. E São Paulo não dorme, se não existe amor em SP eu não sei, mas posso dizer que umas das pessoas mais queridas que eu conheci na minha vida sem titubear foi em São Paulo, eu fui assaltada em SP, atropelada em SP, mas também fui muito feliz em SP e  vivi todas as polaridades que a vida pode oferecer. Foram 10 anos de muito amadurecimento e tenho certeza que uma das escolhas mais assertivas que eu já fiz foi ter deixado meu mundo no sul para ir desvendá-lo numa capital onde absolutamente tudo acontece. Com certeza, se eu não morar em outro país eu ficaria em São Paulo lindamente, principalmente porque São Paulo tem diversidade e quando você coloca o pé na rua você é desafiado e eu adoro isso.

São Paulo, você não é o Canadá mas eu te amo até que a morte nos separe.

Bom, sem mais delongas, vamos  a pauta do texto.




Amigos, uma coisa é mais que certa, tem certas coisas na vida que por mais empático que você seja você não terá imaginação nem feeling para sentir o que eu vou relatar, porque há coisas nessa vida que só vivendo mesmo para entender a intensidade da coisa, não adianta eu dizer para você que eu sei como é perder um ente querido se eu nunca perdi, só quem perde sabe o que é de fato.

Quando você decide viajar para outro país, principalmente sozinho, seja para ficar ou seja para visitar, vou te falar uma coisa, é um ato de solidão cabuloso e também um ato de coragem homérico. Quando você pisa ali no aeroporto de Guarulhos irmão, é você  e Deus, escuta o que eu to te falando. Viajar é um ato solitário e para outro país é tri solitário. Fiquei refletindo muito nessa minha viagem  como deve ser um senhor desafio para quem não fala a língua do país por exemplo, desejo sorte a essas pessoas e que elas encontrem no caminho pessoas dispostas a ajuda-las, eu graças a Deus e graças a mim,  me defendo nos idiomas, então minha ida até o Canadá mesmo com escala, foi sem dificuldade, viajei na pandemia, sozinha no banco triplo do avião e tem um adendo aqui, agora com a pandemia você não decide ir pro Canadá, enche sua mala e simplesmente vai, não faça isso, você precisa de autorização da imigração para entrar, precisa do ETA que é outro documento e sobretudo o exame do corona vírus. É muita burocracia e se você não tiver resposta afirmativa da imigração, postergue a sua viagem.




O fato de viajar para longe, ou para outro país soa para muitos como status, que bobagem, na verdade é uma bela oportunidade mesmo que um pouco dolorosa de você abrir mão de todas as relações que não são recíprocas na sua vida. E eu já experienciei isso em outros momentos, e sempre funciona, é o momento de reciclar relações, pois  as abusivas são como energia parada, tipo aquele lixo que você acumula em casa por ter medo de se desfazer porque acha que vai usar e nunca usa, saca? Acredite, desapegar de coisas e pessoas que não proporcionam crescimento e não suportam sua felicidade é a coisa mais libertadora que existe. E a sensação que isso te traz em longo prazo é incomparável. quer saber quem são seus amigos, mude de cidade, você vai se surpreender. E tem mais, distância não dissolve nada, quem tem vontade, amigo, já tem metade. As pessoas adoram se desculpar para se isentar de sua parte nas relações, já dizia meu paizinho, quem quer dá um jeito quem não quer dá uma desculpa.

Meu voo não foi direto, teve conexão em Toronto. Toronto é uma cidade que as pessoas que comunicam em inglês mas mesmo no avião você podia solicitar coisas em francês ou em inglês, eu me virei em inglês tanto no avião quando no aeroporto.

Chegando em Toronto peguei outro voo para Montreal, o mais legal disso é que imagino que por conta da pandemia eu não precisei despachar a mala de Toronto para Montreal, o que já facilitou bem já que minha mala estava mais pesada que uma vaca.



Quando você vai para Montreal em novembro se prepare para sentir na pele a emoção do que é frio, cinza, e o dia virar noite as 16:00, “jet lag” que nos acuda. São só duas horas a menos, mas faz diferença.

Canadá tem clima extremo, o frio é mesmo bem frio, e nossas roupas aqui do Brasil não aguentam o tranco, eles têm roupas próprias para o clima, posso te dizer assertivamente que eu passo mais frio no Brasil do que lá, mesmo saindo de casa na neve, ou na temperatura -15.

Tudo é climatizado, então dentro de casa é super de boa.

Montreal fica na província do Quebec, é uma cidade com colonização inglesa e francesa, e o mais curioso é que qualquer lugar que você vai você é recebido com “Hi Bonjour”, se você responder “Bonjour” seu atendimento será em francês, se responder “Hello” será em inglês, mas não vai dar um de louco e falar , Hi , ça va, se não quiser se lascar, ou "ta gueule".

É inacreditável como é discrepante a diferença de um país subdesenvolvido e um pais desenvolvido, e meu irmão, desenvolvimento não tem a ver só com o IDH, e a economia de um pais, tem a ver com a educação, o caráter e a cabeça do povo. Pode crer.



Quem vai pro Canadá e não come neve não vai pro Canadá. E como essa realidade de ter neve no inverno com frequência  é diferente do que estamos acostumados, se você fecha os olhos por um instante e da uma divagada, você pode acreditar que esta  em outro planeta. A neve é a coisa mais branca que eu já vi, e as pessoas não tem medo dela, elas correm no parque, caminham na rua como se nada estivesse acontecendo, galera é ativa nível hard, até porque se for parar a vida porque nevou, ninguém faz nada, ser humano se adapta a tudo. Montreal é uma cidade recheada de parques, e neles você vê gente patinando no lago congelado, gente esquiando e o “Hopi Hari “ do Canadá é subir na montanha e escorregar com sua prancha, tem até fila da criançada, e todo mundo entra na dança, inclusive os adultos. O mais incrível é que se você pergunta para qualquer pessoa quem foi o único ser de carne que andou sobre as águas, todo mundo vai dar a mesma resposta: Jesus, mas no Canadá as pessoas andam literalmente em cima da água, porque os lagos formam blocos de gelo, e os funcionários do estado vão até os parques com carrinhos com lixas e preparam  os lagos para a galera patinar, sem contar os caminhos que fazem para o povo esquiar que você não pode pisar se não dá ruim. E tem também os funcionários que são pagos para tirar a neve das ruas e levá-las a lugares mais afastados. Achei mega interessante os tipos de gelo, o gelo que cai do céu em forma de flocos e a água que congela nos lagos. É tudo gelo, mas são gelos diferentes, a neve do Canadense é a areia do Carioca. a neve é mais bonita, só que a sensação de pisar e correr na neve e na areia é bem parecida.

O mais louco é que na natureza não tem miséria, ela nos oferece nos países frios freezers imensos e a gente aqui com um freezer em casa que quase nem cabe muita coisa nos achando o bicho da goiaba, temos muito a aprender...

Há também os parques que as pessoas levam seus cachorros e soltam os bichos por lá, até os cães têm educação, eles brincam no seu espaço sem incomodar o coleguinha. É gente soltando pipa, gente jogando, gente escorregando, gente sentada, gente deitada, ir para o parque virou um hobby, inclusive para mim que era estrangeira.

Os mercados são sedutores, as frutas são diferentes das nossas, eu nunca comi tanta “blueberry” na minha vida, porém algumas frutas que são comuns aqui lá não se acha tão facilmente. Há farmácias que as pessoas entram e se perdem de tanta coisa legal para ver, vendem ate comida por lá, e algumas você entra,  se serve, e passa tudo na maquina, e não fala com ninguém, paga em dinheiro ou cartão, fiquei imaginando isso no Brasil. Quanta gente iria embora com as compras e sem pagar, infelizmente.

Outra coisa muito real é, o Canadá não é tão braços abertos como dizem... para morar no caso. Na realidade você é super bem vindo se tiver educação superior, falar as línguas do lugar e tiver um currículo mais gordo que um Canadense, porque só assim eles abririam mão de dar o emprego para o cidadão de lá para dar o emprego para você. Então não se iluda, se um dia você acordar e decidir ir para o Canada para morar, saiba que é um caminho bem burocrático a ser percorrido. E nem pense em trabalhar ilegal, há uma linha bem tênue entre ser deportado por isso e a ilegalidade. Até porque ninguém merece ficar ilegal em lugar nenhum né? Desculpa a sinceridade.

No Canadá a maconha é liberada, e há lugares específicos que você compra bebidas, você encontra no mercado também, mas vai encontrar mais variedade nesses lugares. O centro é bem simpático, e Montreal especificamente é uma cidade que tem bastante turista, é bonita e fofinha, tem um cemitério lindo e imenso e o contraste do sol sob a neve é bem emocionante, quando a neve cai eu não diria que é romântico, mas que dá para dar uma relaxada vendo os  flocos caírem, ahhh se dá.

Acredito que uma viagem para qualquer país apesar de ser você com você mesmo, porque mesmo que tenha companhia as percepções são bem individuais é uma linda oportunidade de você entender como as outras culturas funcionam, principalmente para aprender com elas, acredito que esse seja o maior propósito, você provar diferentes comidas, sabores, texturas,  bebidas, entender como as pessoas pensam e funcionam.

Penso que o Brasil apesar de ser um pais de contrastes, tem um povo muito, mas muito acolhedor e carismático, tenho certeza que isso é algo bem difícil de bater. Mas também acredito que cada lugar tem a sua peculiaridade, suas mazelas e o contrário dela.

Viajar é o ato corajoso de enxergar o mundo com outros óculos, e refletir sobre o mundo, e sua vida nos momentos de solidão onde você terá certeza que está sozinho. E o melhor de tudo é que mesmo sabendo que ninguém nasceu para ser sozinho, a solidão pode ser uma companhia bem agradável. Você não vai querer voltar quando te encontrar independente de onde esteja.


segunda-feira, 8 de junho de 2020

QUEM INVENTOU A COMEMORAÇÃO ANUAL NA DATA DO NOSSO NASCIMENTO SE JÁ NASCEMOS?





Alguém comemora a ruína das torres só porque era um monumento?
Se eu pudesse eu mudaria o calendário anual de 365 para 364, pularia o dia que eu nasci ou passaria o dia todo num buraco quentinho sem falar com ninguém. Ou passaria o dia dormindo ate ele passar e não teria insônia de noite. Esse dia é chato, cansativo, envelhecedor que é o contrário de rejuvenescedor. Muitas frases recebidas, por vezes nas redes sociais são pré reenviadas muitas delas baseadas no louvável ctrl c ctrl v. Me desculpa a sinceridade agressiva...





Acredito que muitos de vocês que estão lendo este texto também não ficam animados com seus aniversários, no entanto se doam o quanto podem para fazer seus amigos aniversariantes se sentirem amados nesta data, sim vocês sabem o que é o valor de uma amizade quando fazem isso, porque sabem que para muitos pode ser uma data bem mais que dolorosa, é como o dia das mães para quem não tem mais mãe, dias dos pais para quem não tem mais pai, natal, ano novo, festa junina, estamos todos comemorando um ano a menos de vida, um tempo que passou, um relógio que foi inventado para nos controlar mas ninguém respeita. Eu nunca gostei de comemorar um ano a mais e não sei bem explicar os porquês, talvez eu nunca quis ter nascido nesse mundo, talvez eu tenha um trauma de infância, talvez eu tenha feito uma festa de arromba e não foi ninguém, talvez eu acho que todos os dias são dias de comemorar a vida ou a morte pois cada ano que passa eu estou mais próxima desta data, da data de ficar sete palmos abaixo do chão.








Outra coisa que ninguém está preparado é para morte, acho que muitos não gostam de nascer porque não gostam de entender que vão morrer também e não querem admitir que essa é a única certeza dessa vida, que a morte vem para todos, ela vem para quem você ama, para quem você odeia, ela não faz distinção de pessoas e muito menos das nossas vontades, ela simplesmente acontece você querendo, fazendo birra ou não.
Ter nascido talvez não tenha sido uma escolha, mas uma obrigação, e cá estou eu falando um monte de baboseiras, estou completando 34 anos e não sei porque essa data me irrita e me faz mais velha e ranzinza.








Porém, como tudo na vida tem seus pros e contras, sejamos gratos, mesmo que existam dias que não quereremos sair da cama. Eu percebi que as pessoas se importam comigo mesmo eu sabendo que amanhã ou ontem continuaria sendo um dia ruim ou um dia de flores. Amigos que a vida me presenteou me fizeram chorar numa data que eu não gosto, e não foi de tristeza, foi de emoção porque eles existem, se importam comigo, e se se importam eu fiz algo para merecer, e isso é muito bom. Pode soar algo totalmente carente afetivo você chorar de emoção quando seus amigos lembram de você. Mas vou te dizer algo bem sincero, você entende quando eles te amam e se importam, não é um se importar qualquer , é muito além do que se explica com palavras. Foram esses amigos que me fizeram acreditar que hoje não é o fim do mundo mas o começo e a continuação do amor que eu tenho ofertado para todo o mundo, aos mais próximos ou mais distantes, porque tudo é projeção. E isso melhora a cada ano, talvez nos meus 70 estarei mais apta a aceitar e comemorar se eu estiver viva até la.






Amigos, vocês ai, que sabem quem são, vocês me fizeram acreditar que viver pode ser uma merda, mas também pode ser uma alegria, fiquem com a segunda parte, pois amigos de verdade também sabem te lembrar quando tudo esta uma porcaria e te ajudam a sair de lá. Eles até limpam a merda com você quando é necessário. Me senti abraçada mesmo fazendo aniversário numa data energeticamente esquisita e cheia de vírus no ar. Me senti acarinhada, beijada, abraçada naquele inverno de neve que aquece meu coração. E hoje o que eu tenho para dizer é gratidão. Eu quebrei muito a cara nestes 34 anos, mas também enfiei a cara nos abraços mais carinhosos que o mundo poderia me dar, sem distinção de pessoas ou coisas.
Por isso, amo vocês que sabem bem quem são e estou sempre aqui para oferecer  minhas mãos grandes e meu abraço apertado, porque não tenho preguiça de amar nem de doar. Para vocês jamais direi que não. Feliz 3.4, que nesse ano que entra eu possa usar meu livro branco e minha caneta nova para escrever boas histórias e que eu possa deixar as folhas em brancos sem culpa, já que o livro só pertence a mim.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

A vida é um sopro!





Diz o ditado que os gatos tem sete vidas mas ninguém nunca disse quantas vidas um humano tem, o que se sabe é que a vida é um sopro e como dizia minha bisavó: para morrer basta estar vivo.
Eu não sei quantas vidas já gastei ou tive a oportunidade de renascer, posso contar nos dedos as 4 vidas que eu já perdi: acidente de carro com meu pai por volta dos 12 anos, adolescente suicida que nunca teve coragem de acabar com a vida, choque anafilático, vezes que eu quase morri e nem percebi, isso acontece com todo mundo, e se você acredita em anjo da guarda, sabe que alguns trabalham mais que os outros, ser humano é bicho esquisito e difícil de cuidar.
Minha ultima experiência de quase morte foi um atropelamento em plena Av. Rebouças na capital paulista pós um dia  comum de trabalho.
Sabe aquele dia que você só quer acabar o expediente e ir para casa dormir? Um dia normal, habitual, sem muitas emoções. Você passa a tranca na porta do seu trabalho após acionar o alarme e só vai para casa.
Eu confesso, estava com pressa de chegar em casa, e não sei porque, não estava apertada para ir ao banheiro tampouco doente. Estava apenas com fome e pressa.








Dizem que mais de 90% dos atropelamentos são de pessoas apressadas, eu estava nestes 90. Parei na faixa, eu posso ser doida às vezes, mas sou consciente, ajudo os com mobilidade reduzida ou idosos a atravessarem a rua, sinceramente eu nunca achei que seria atropelada, na real a gente nunca acha nada. Eu ali parada na faixa vejo meu ônibus que me deixa perto de casa se aproximando, quarta feira as 20:30, aceno para o motorista que não me vê ou faz que não me vê, o sinal está verde para os carros, e eu ali, torcendo para ficar vermelho pros automóveis e eu pegar meu ônibus, interagi com uma moça que também esperava para atravessar, ficou amarelo, eu olho o farol, a direita, olho os carros a esquerda, e estou livre, saio correndo igual um animal prestes a ser caçado. E foi ai que tudo aconteceu, que a morte tentou me carregar pro limbo.
Eu acordei com um rapaz me fazendo um monte de perguntas, sangue escorrendo no meu rosto e só lembro de ter destravado com a digital meu celular para ele avisar meus pais enquanto uma linha e uma agulha costuravam a minha cara. Apaguei de novo e só acordei vomitando dentro de um quarto de hospital
Por lá fiquei por duas semanas, 9 dias de UTI, e o restante num quarto.
Acredite, fiquei dias vegetando, e quando acordei naquela UTI eu tive o contato com um terço do inferno, e não foi legal.








Depois acordei no dia seguinte com meus pais chegando perto de mim depois de viajar a noite toda de um estado pro outro. Como sou grata pela minha família. Minha mãe me contou que a moça que estava do meu lado no farol que foi um dos anjos que me salvou. Segundo ela eu atravessei, um carro me pegou, eu bati a cabeça, rodopiei pro outro lado e amassei toda a lateral do carro, e por raridade, sorte ou Deus, não morri tampouco quebrei membros. A médica disse que eu apaguei e que ela caiu para cima com os primeiros socorros porque eu desmaiei e dizem que quem bate a cabeça não deve dormir. Pergunta se eu lembro de alguma coisa?
Sendo sincera eu não sei nem qual a cara de quem me socorreu tampouco onde mija a galinha. Só tenho gratidão, pois estatisticamente falando, qual a chance de ter um médico na hora de um atropelamento grave?
Onde eu quero chegar com esse texto imenso?
Quero te dizer amigo leitor  que não somos nada ao mesmo tempo que somos tudo. A vida é uma surpresa e um mistério, às vezes a gente não se dá com alguém da família apenas por sermos incompatíveis, mas há algo que nos torna inseparáveis: o sangue e a própria família. Então, não importa como, você precisa aprender a lidar e cada vez menos odiar.






Por isso não deixe de se declarar se você ama alguém, não deixe de perdoar se você guarda algum rancor. Se perdoe também, você merece. Como? Não sei, apenas tente, ate conseguir, seja um brasileiro, não desista nunca. Não deixe de exercer a empatia consigo mesmo quando estiver errado, e com os outros que você se relaciona na vida ou no trabalho. Exerça a competência e a responsabilidade sócio emocional. Abuse da responsabilidade afetiva nas suas relações, independente da duração que elas tenham. Dance, cante, aprecie aqueles que te apreciam, invista tempo dando carinho e atenção aos seus, não perca tempo com quem não te valoriza, extravase amor, ele nunca te fará falta se for verdadeiro, contemple a natureza, se pergunte porque o céu é azul de dia e azul escuro de noite ou preto com estrelas brancas, se pergunte porque as três Marias, aquelas estrelas,  não são quatro ao invés de três. Sorria, tente entender aqueles que você não aprecia, graças a eles você diferencia a noite do dia, como seria a vida se todos fossem idênticos a nós. E lembre-se, a vida é muito grande para ser pequena. Guarde o passado bom com saudade, o ruim jogue fora, espere o futuro com fé esperança de que sempre o bem chegará, e viva o presente como nunca, porque quando a vida acabar, e ela pode acabar a qualquer momento, os outros poderão falar o ser humano incrível que você se tornou.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Se fossemos a constelação, nossos próprios umbigos seriam os planetas.





 
Vivemos num mundo que anda com uma energia esquisita que não sabemos muito bem explicar se é boa ou se é ruim, perdemos a referência do certo e do errado e às vezes nos confundimos entre atitudes corretas ou não tão corretas assim com a desculpa que os tempos são modernos e que vivemos num período diferente dos nossos pais. As relações são líquidas, transam sem compromisso, com a desculpa que a casualidade é positiva, e que viver o momento é o que está realmente em alta, porque se apegar exige renúncia, e escolher às vezes pode ser chato, exige tempo, trabalho e reflexão. São mimados, fazem birras e se jogam no chão se tiverem que escolher entre o carrinho rosa ou o carrinho azul, então berram, enquanto gritam palavrões deixando os que estão próximos com vergonha alheia enquanto denunciam suas bochechas coradas, empurram a mãe até que seja feita vossa vontade aqui na terra ou lá no céu. Foda-se, o que importa é que a vontade seja feita. Não fazem uso de empatia, e a confundem com simpatia, eles não fazem ideia do que se trata. São leigos nesse assunto apesar de proferirem palavras difíceis enquanto ensaiam atitudes maduras, porém sem sucesso. Se pudéssemos mudar nosso lema da bandeira ao invés de ordem e progresso escreveríamos: Bem vindo ao país da síndrome do Peter Pan. 
Reclamamos da nossa política, da nossa economia, da corrupção, mas nem sequer percebemos que estamos onde estamos porque acima de qualquer coisa, nossa cabeça é subdesenvolvida, e somos crianças grandes que usam salto e terno.






Juram amor eterno aos seus melhores amigos, mas nos primeiros desentendimentos ou primeiras opiniões contrárias as deles ou verdades aparentemente duras que são lançadas na roda, ficam tão irados porque foram desvendadas suas maiores podridões, que o desejo que têm é se vingar, e que o sangue escorra mesmo, então usam tudo que seu amigo compartilhou do mais fundo do coração...contra ele, como um canhão ou uma bomba, aquela usada na segunda guerra mundial. São mesquinhos, invejosos, não sabem apreciar a felicidade dos seus amigos porque no fundo gostariam que fosse a felicidade própria, vibram por dentro quando o amigo está triste, porque isso era tudo que ele desejava inconscientemente. Já dizia o ditado, amigos são aqueles que suportam a sua felicidade, porque quando você está no chão sujo de barro e de lágrimas, até um desconhecido te estende à mão, pois essa cena comove corações sensíveis.
A pior lição de deslealdade e falta de caráter na minha miserável opinião, é uma pessoa se dizer amigo, olhar nos seus olhos proferindo as palavras: eu te amo, e na primeira discussão que você tem,  te vira às costas e joga toda a merda que você compartilhou num momento de dor,  quando estava na lama sensível e vulnerável, no ventilador, e depois que o tempo passa,  não se dá nem o trabalho de sentir remorso ou vergonha pelo papel ridículo que se prestou, não conhece a humildade tampouco pede perdão, são eles, que vivem apontando os dedos para os outros enquanto os chamam de inferno.
Invejam sua família, mesmo quando você dividiu muitas vezes por mero amor e compaixão com aqueles que não tinham, porque você tem o coração puro e grande. Uma das piores dores para um ser humano, é saber ou descobrir que esse texto é real, e que essas relações tóxicas acontecem todos os dias em todas as relações e não passam no jornal, pior ainda é perceber que isso é mais comum do que se imagina.





Talvez nós sejamos errados quando nos jogamos de cabeça nas nossas relações, quando colocamos o rabo no meio das pernas quando estamos errados, e pedimos desculpas sem o menor pudor, porque sim, todos nós somos encarnados, e limitados, quando amamos sem limites, quando damos a cara a tapa e todas as faces no mais alto nível da bondade que podemos oferecer, ou inocência mesmo, quiçá falta de malícia. A verdade é que o mundo é invejoso, nem sempre as pessoas estão preparadas para receber seu amor, ou sua mais pura honestidade, aquela suave, não aquela honestidade ou sinceridade agressiva. Aquela verdade assertiva, com amor, que você trata da forma que gostaria de ser tratado.
A verdade é que o mundo é cruel, as pessoas andam insensíveis, insensatas, frias, egoístas, individualistas, e se fossemos a constelação, nossos próprios umbigos seriam os planetas.
Diz o ditado que quem encontrou um amigo jamais morrerá, pois os amigos são um pedaço do céu, se você tem a sorte de ter um bom amigo, aquela estrela brilhante que ilumina  seu caminho na escuridão, e que mesmo sem bateria ou energia, traz velas para iluminar sua vida, valorize. Pois num mundo tão líquido, raridade é você poder compartilhar algo do fundo do coração sem abrir mão da sua paz, pois sabe que se a morte os separar, suas verdades, suas dores, seus desabafos e suas lágrimas mais salgadas estarão lá, com ele enterradas.
A pergunta é?
Você é o amigo que gostaria de ser?
Não responda tão rápido, antes reflita. Respostas rápidas ou monossilábicas podem trazer raciocínios equivocados.
Se a resposta for sim...parabéns.
Você é um bom amigo. Você é um amigo raro
Tem certas coisas na vida que não tem preço, porque as que têm preço tem prazo de validade, talvez as coisas mais plenas e mais puras, não tem preço porque não podem ser adquiridas através das moedas de um país, são dadas gratuitamente de coração, abstrata e subjetivamente, em sua mais alta complexidade, que nem palavras poderiam explicar tamanha sensação de plenitude que se sente,  por vezes sem valor para aquele que recebeu pois não sabe o tempo e investimento que você demorou para conquistar tamanho valor. Essa nobreza que muitas vezes oferecemos aquele que foi presenteado não consegue valorizar. Pois só quem tem valor sabe o preço do valor.
Bem vindo ao mundo moderno onde o que os olhos não vêm o coração não sente, e o que se lavou está novo.
Desculpe-me, mas não é esse mundo que eu quero viver.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Não trate uma obrigação como um ato heroico!










Olá queridos leitores, fiquei um pouco ausente por aqui, mas hoje vim compartilhar algo que me deixou reflexiva.
Eu sinceramente gostaria de entender mais o que se passa na cabeça das pessoas, mas sei que essa missão é impossível e eu vou passar a vida tentando entender, amando, e me encabulando com um aqui outro ali, afinal somos seres limitados e em constante evolução, começando por mim.
Estava eu voltando de uma seleção que por final eu não passei e sai dela conversando com dois jovenzinhos que acabaram de chegar em São Paulo, vieram para cá tentar a sorte nas passarelas da vida, a guria tinha 17 anos e o piá não muito mais que isso.
Eles eram amigos e ele estava indo para outro lugar e não iria acompanha-la até o metrô, eu então me ofereci para ajudar já que não me custa nada, e eu adoro poder ajudar mesmo que seja uma coisa pequena, me sinto menos inútil.  Levei ela até seu destino, e depois fui para minha casa, meia hora mais tarde. Dentro do metrô quando eu estava fazendo a baldeação de uma linha para a outra vi que tinha um rapaz na minha frente com um maço de dinheiro caindo do bolso, eu imediatamente avisei para que ele o recolhesse, ele me agradeceu, e em seguida um senhor que estava do meu lado começou a me aplaudir, do outro lado uma mulher que também viu a cena seguiu o ancião, ele enquanto batia palmas dizia: - é muito raro ver uma coisa dessa hoje em dia, isso merece palmas.
Eu agradeci e respondi que não fiz mais que minha obrigação.







Eu fiz isso porque eu aprendi na minha casa que eu não devo pegar o que não é meu, e sei também que quando isso acontece alguém ficará insatisfeito para que o outro fique satisfeito, então é injusto além de errado, porém sei que têm pessoas que não tiveram a mesma oportunidade e cresceram talvez numa família que pregava que roubar ou matar é algo normal, e necessário para sobreviver. Cada um com sua história e seu valor.
Como discernir o certo do errado?
Talvez exercendo a empatia seria uma boa maneira. Você só vai saber como é chato ser roubado quando você é roubado.
Mas o que mais me indignou não foram as palmas e os elogios, eu sei que eu estou longe de ser uma heroína. O que me indignou é: as pessoas tratarem isso como anormal e raro. Ajudar alguém que está perdido, ou que está prestes a perder algo não é um ato heroico, se fosse o seu dinheiro que estivesse derrubando no chão aposto que ficaria feliz se alguém te indicasse o ocorrido, quando você está de alguma forma cego.
Ai eu paro e penso, as eleições estão chegando, o povo brigando e se esfaqueando por causa de candidato, e apontando o dedo na cara do vizinho, apoiando partidos e ideologias como melhores ou inferiores,  mas poucos pararam para olhar pro próprio nariz e para as próprias atitudes, pois se fizerem isso vão perceber que cada povo tem o governo que merece, e a verdade as vezes é pior que a facada que deram no Bolsonaro. 
Eu sei que vai ter alguém que vai discordar que o Bolsonaro ter levado uma facada foi algo ruim porque ele é isso e aquilo e blá blá blá. 
A pergunta é, se alguém der uma facada no seu bucho, ou no bucho do seu pai, ou de alguém que você tem estima e apreço você ia se importar?
Nada como se colocar no lugar...

sábado, 4 de agosto de 2018

Verdades absolutas inflexíveis e suas mazelas!





Olá Queridos leitores, hoje eu vou falar sobre algo que me fez refletir esses dias e me fez ver que o tempo nos traz duas coisas além dos anos a mais e as linhas de expressão: maturidade e flexibilidade.
Todos os dias e todas as horas nós nos transformamos e transmutamos com muito mais facilidade do que outros seres não racionais, pois temos uma cabeça pensante, liberdade e livre arbítrio.

Você em algum momento da sua vida defendeu uma opinião sobre determinado assunto com propriedade porque aquilo fazia sentido de acordo com seus valores e sua história naquele determinado momento, mas 5 anos depois ou 10 anos depois você se deparou com aquela mesma realidade e aquela verdade que você defendeu com unhas e dentes simplesmente não te faz mais sentido porque no decorrer de todos estes anos, você ouviu outras versões que te mostraram que sua verdade não era absoluta e que a ideia do coleguinha sempre poderia acrescentar? Como você é uma pessoa prudente, e sensível, você não jogou sua verdade que antes era absoluta no lixo, mas você fez a coleta seletiva de ideias ou um brainstorm mesmo, e abriu mão do que não te servia desta coleta e inseriu o que era bom para enriquecer uma ideia que você achava plausível e digna. Quem nunca? Se você já fez isso, que bom, parabéns, você não é um ser egoísta e dono da famosa comadre maltrapilha verdade absoluta. Mudamos o tempo todo, isso inclui ideias e verdades aparentemente duras ou inflexíveis. Sim, meus queridos, estamos em constante evolução e nunca chegaremos a perfeição porque isso é mera ilusão.






Quem nunca conversou com alguém que culpa o céu ou as estrelas por todos os problemas da humanidade?
Ou que generaliza tudo e todos com frases clichês do tipo: todos os homens são safados, mulheres são frágeis, todo homem é safado cachorro e sem vergonha, toda mulher é oportunista.
Meu Deus, eu fico tão hashtag chateada quando escuto estas coisas, generalizações nunca são passíveis de justiça, e toda injustiça é uma grosseria sem tamanho, e quem as profere guarda dentro de si uma ignorância e uma imaturidade tão grande quanto às nuvens negras da tempestade.
O mais louco disso tudo é que o mundo sempre tem muito a nos ensinar, eu to falando do mundo pessoas, coisas, com ou sem fins lucrativos.









E não tem problema nenhum mudar de opinião, desde que ela seja justa e essa mudança te faça ser uma pessoa melhor.
O que eu quero gerar neste texto é a reflexão que os anos te dão tanta bagagem que muitas vezes você encara com mais leveza tudo aquilo que pesa, você quer relações mais leves, trabalhos mais leves, familiares mais leves, de peso já basta o que vê quando sobe na balança.

Eu mesma, muitas vezes já inseri as minhas ideias que aparentemente eram absolutas ideias de pessoas que pensavam de uma forma parecida, que eram exemplo de inspiração para mim e que aquilo reforçava minha ideia sobre determinada coisa, a ideia do outro só me fez ver que eu estava certa e que poderia acrescentar mais positividade a aquilo que eu já tinha de bom. E falo também para aquele que pensava totalmente o oposto de mim, aprendi muito com ele, pois consegui diferenciar a noite de dia, não dando preferência para nenhum dos dois, mas tolerando as duas verdades, pois toda ideia e todo sentimento deve ser respeitado porque teve um trabalho de construção em cima daquele pensamento, não foi em vão, teve experimentação. Uma pessoa só pode dizer que gosta do cheiro das flores se ela tirou um tempo do seu dia para ir até um jardim, sentir a textura das flores e cheirar uma por uma, para saber que aquela flor amarela tem o cheiro mais cítrico que a flor laranja. Isso demandou um tempo e isso precisa e merece respeito. As experimentações não acontecem só nas bancadas dos laboratórios científicos, mas na bancada do nosso laboratório interno e externo através das nossas relações interpessoais, nossas experiências vividas, sentidas e imaginadas. 








E quantas vezes eu mudei de ideia porque vi que estava equivocada? Inúmeras. E eu não fico vermelha de contar, porque eu sou um ser humano limitado, errante e em constante evolução, e quiçá eu termine minha trajetória terrena sem completar um terço da minha evolução como indivíduo e está bom também, ainda assim serei grata aos seres que interagi superficial ou profunda ou intensamente, pois dei a eles um minuto ou horas ou meses ou dias ou anos do meu precioso tempo.
Não tem problema também, nada melhor nesta vida que admitir o erro, colocar o rabo com classe no meio das pernas e assumir. Só erra que faz.
As vezes nós passamos dias e tempos preciosos da nossas vidas  perguntando para o mundo coisas que nós mesmos já temos as respostas.
Independente das perguntas que fizemos eu tenho a resposta para duas das minhas ultimas perguntas.
Hedi, se você não fosse você,  você seria sua namorada? E se você não fosse você, você seria sua amiga?
E sim, eu respondi sim para as duas. Porque eu me namoraria e eu seria minha amiga se não fosse eu.
Porque eu não sou perfeita, estou bem longe de ser, nem quero, deve ser chato ser uma coisa que não existe, seria negar a própria existência. Mas eu procuro ser a amiga que eu gostaria de ter e ser a namorada que gostaria de ter, só porque eu trato os outros da mesma maneira que eu me sentiria feliz que me tratassem, e  não faço isso para que o universo me recompense, faço assim porque minha essência real de ser humano pede, é quase algo instintivo, incondicional.
Verdade absoluta ou relativa?
Simplesmente a verdade verdadeira!