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domingo, 3 de junho de 2018

Mimimi? Primeiro espetáculo... E Minha relação de amor com o palco!




Salve meus queridos amigos e leitores, hoje venho compartilhar uma experiência que me trouxe muito autoconhecimento e mudou minha vida desde que comecei nessa trajetória.
Eu sempre apreciei a arte desde que estava na barriga da minha mãe, esse é um fato inquestionável, carrego arte na minha pele, no meu sangue e sobretudo na minha alma. Nesse trajeto conheci pessoas, em formas de anjos que acreditaram em mim e me fizeram acreditar em coisas que eu não enxergava me mostrando o mundo de uma forma diferenciada, mas obviamente isso não seria possível se não estivesse aberta para tal experiência. Às vezes a verdade vem no nosso nariz, o universo nos presenteia a primeira vista com um balde de água fria, mas que na verdade era uma banheira de água quente com pétalas e perfume, desde que queiramos ver assim.






No início deste ano, iniciei um curso de teatro porque meu coração assim pedia. Quando cheguei em São Paulo, há alguns anos, fiz alguns meses numa oficina que era algo muito amador, que me desencorajou me fazendo acreditar que eu não servia para aquilo, talvez eu não via que servia naquele momento, nem sempre o inferno é o outro e nem sempre a culpa é das estrelas. Às vezes é tudo culpa nossa mesmo.
Nesse ano, conheci mestres que me viram além de uma guriazinha com sotaque sulista e me fizeram ver que dentro desta carapuça existe uma mulher e não uma menininha birrenta, (às vezes ela atua, mas é tudo teatro) com o perdão do trocaralho.
Muitas coisas aconteceram nessa etapa. A dúvida, a incerteza de estar ou não no caminho certo, de ter ou não nascido para isso e o porquê dos porquês, afinal, a morte em vida chega quando paramos de questionar verdades duras e absolutas. Foi aí que eu vi que sim, tinha luz no fim no túnel, tinha pedras no caminho e percalços, mas a vitória estava nesta caminhada e não necessariamente no espetáculo, pois é a peleia que nos faz crescer. Já dizia meu pai: não tá morto quem peleia.





Aulas semanais que hora me excitavam e me traziam a libido e outras que me mostravam que eu não era nada além de um ser humano errando mas tentando acertar.
Minha turma era muito mais jovem do que eu e eu passei a admirar os mais novos, pois aprendi com eles a ser mais leve não sendo tão dura comigo mesma nem com o outro.
Foi um caminho longo e intenso brigando com o ego dos egocêntricos demais com a certeza que se as pessoas não aprendem com amor, aprendem pela dor mesmo, porque a melhor escola é a vida. Ninguém morre sem entender ou aprender o que é necessário aprender. Entendi meus limites, testei minha paciência, aprendi a lidar com pensamentos e ideias diferentes da minha amando o outro e sua história e julgando menos, depois de julgar muito obviamente, sei bem que sou limitada, ainda bem que eu tenho a consciência disso, muitos morrem nessa exata ignorância.
Foi um semestre de muito aprendizado, de muita ansiedade, de muito choro, cerveja, e alegria além dos maços de cigarros.





Meses escrevendo texto, enxugando texto mesmo que na torcida do pano das palavras não saia água, e sim dúvida e repertório de novas palavras. Sempre ouvindo: - não tenha medo de cortar texto, o menos pode ser mais.  Já dizia o mestre Fábio, eita homem abençoado, um incrível ator e professor.
E assim, o mestre me escolheu para narrar toda a peça. Aí entrou a hedi criativa, a hedi escritora, a hedi em dúvida, a hedi aflita e sobretudo a hedi viva.
Meu colega de cena foi a pessoa que mais aprendi neste período porque éramos água e óleo, mas entendi que se chacoalhasse os dois se misturavam por um momento e sim, foi nesses momentos que conseguimos nos encontrar para fazer o nosso texto. Ele tinha muito talento, mas também tinha sombra além de dor, assim como todos nós, ufaaa, finalmente tínhamos toda a narrativa para todas as cenas, fui contagiada pelo rap pois ele era um artista do rap, e quando vi, minhas falas já estavam cantadas mesmo eu não querendo isso, mas estava da hora.
E assim, Na ultima semana uma surpresa desagradável, meu colega que ia contracenar comigo  resolveu sair de cena e ir embora, com um simples e direto:
- vão todos se foder!
Meu povo, dedo no cú e gritaria seria pouco...
O rap me deixou com a mão e mente vazia, o rap não, o colega que fazia rap. Porém o rap teve compaixão de mim e pegou na minha mão. E eu amei, porque o rap sempre gritou meus demônios internos mas também me fez dar voz e ser ouvida quando ninguém tinha tempo para escutar. Mas ai os anjos saíram tudo do túnel do medo e assim voamos.






O grupo todo se contagiou com aquele comportamento, porque sim, todo mundo estava fodido naquele momento. E nosso mestre manteve-se na pose. Não é a toa que ele é mestre. Se comportou como tal. O cara é mesmo foda.
E aí, eu peguei o abacaxi para descascar, no começo eu fiquei perdida confusa e sem saber muito bem o que fazer. Mas ai lembrei que abacaxi é minha fruta favorita e para comer tem que descascar. Foi então que eu peguei o texto, mastiguei, engoli e digeri, e o transformei em dois personagens: o tempo e a memória que teoricamente seriam dois atores em um.
Logo eu que sempre questionei o tempo e o que ele faz com as pessoas. Minha personagem era a memória, e minhas memórias são profundas, mas todas me fazem lembrar que respiro e que estou mais viva do que nunca e aprendo todos os dias com elas mesmo que algumas me tragam as lágrimas mais salgadas que o mar.
O mestre me deu mais uma tarefa:
- Hedí, você que mexe com moda, se formou nisso, você pode ajudar com o figurino.
Foi um puta desafio, eu não pegava numa agulha fazia tempo. 

O mais louco é que o mestre confiou em mim de novo, mas no fundo estava todo mundo desesperado para dar conta e não decepcionar o público depois que o artista de rap mandou todo mundo a merda, a gente não queria que o público fizesse o mesmo. Queríamos alimentar todo mundo com arte porque barriga cheia não reclama.






Como eu ia costurar sem maquina e como eu ia costurar depois de 7 anos sem costurar? Eu fiquei uma semana sem dormir produzindo na cama com a cabeça fritando ideias. E veio a inspiração. A ideia era fazer uma roupa para o meu colega com formato de furacão, cinza, pois o tempo arrasta, ele é tão subjetivo que não se explica, assim como o amor, só quem sente entende, e cada coração é único. E eu seria a memória com sua delicadeza e saudosismo deixando as marcas no tempo, a ideia era colocar penduricalhos na minha roupa e no decorrer da apresentação colar no furacão os penduricalhos como se a memoria deixasse marcas no tempo.
Minha intuição foi foda porque fiz a roupa do tempo primeiro, costurei tudo a mão durante umas 8 horas, deixei meus afazeres, meu tcc da pós para me dedicar a isso. E aí nosso colega vazou. Acho que eu já estava sentindo que isso ia acontecer e acertei de ter deixado a minha roupa para lá, porque a dele serviu para mim.
Resumindo, o que não tem remédio remediado está. Eu usei a roupa do tempo, e vesti junto com o furacão os dois personagens.
Os últimos ensaios foram um fiasco, subimos na estréia sem saber como íamos acabar. 

Tive que engolir o texto dos dois personagens goela abaixo, e mesmo eu tendo escrito parte do texto com a ajuda do meu irmão de coração Gabis (prodígio em pessoa) que não participou porque viajou na estreia, ainda assim me sentia pressionada e sabia que talvez teria que entrar com improviso se desse branco na hora de dar o texto.






O palco é um lugar de respeito e eu fiz questão de agradecer ao Deus do universo, tocar o chão, pisar com o pé direito porque ali eu precisava deixar uma mensagem, e era naquele momento.
O sentimento não se explica, é algo tão intenso, que parece que te faz flutuar. Naquele momento eu percebi que minha vida é o palco e eu o respeito como respeito a minha vida.
Acredito que essa apresentação ficará para sempre no meu coração, porque foi o que mais me desafiou nos últimos meses, foi o que mais me fez ter resiliência e sobretudo o que mais me fez respeitar aquilo que estou fazendo além da ansiedade, dor de barriga, e caganeira, heheh.
Não saí totalmente satisfeita da primeira apresentação porque eu esqueci texto, improvisei mas não na forma que eu gostaria. é a comadre auto cobrança que deveria ser auto confiança, que come a gente vivo, pior que canibal Mas os aplausos do final alimentaram meu ser e principalmente as pessoas queridas que foram me assistir encheram meu coração de alegria. 





Convidei muita gente para ir. As pessoas que convidei foi porque era importante para mim que estivessem lá, porque acompanham meu trabalho, porque são amigas e porque eu admiro.
Senti muito pelas pessoas que dizem ser amigas e que não compareceram por motivos irrisórios. Isso me fez ver que preciso repensar algumas amizades.
A última apresentação foi ontem, 02 de junho de 2018 e essa data marcou minha vida.
Ontem senti que dei meu melhor e não faria nada diferente, aprendi com os erros da estreia, dancei, sorri, gritei e chorei como se não houvesse amanhã. Duas pessoas que compõem minha família e meu sangue viajaram kms para me ver,  sou grata a Deus por isso. Meu pai não veio, e isso partiu meu coração, aprendi que quem veio é porque era para vir. Um casal de amigos que eu conheço há pouco tempo mas sinto como se fossem da minha família estavam lá, e isso me emocionou muito, não consigo nem definir o sentimento bom que me trouxeram. Além da comadre, minha polaca preferida.
Sou eternamente grata a todos meus amigos da turma, aprendi muito com eles, e  sinto que nossa energia foi incrível, mesmo com nossos limites e diferenças.
Agradeço também ao meu maninho da turma, meu irmão de coração o Gabriel, que se mostrou um grande amigo em toda essa trajetória, escrevemos juntos, fotografamos juntos, rimos, bebemos e falamos da vida, admiro muito a força deste jovem piá que escreveu um belo texto no início, tivemos que enxugar mas me deu muita inspiração para refazer o texto final, a Aline pela prontidão e sedução, além de ter se mostrado uma guria muito querida e solidária. Bruno pela crítica e pelas reflexões, Ray pelas risadas e reboladas, Vilson pela maturidade e humildade mesmo com tão pouca idade, João pela força, garra e dedicação, Rafa pela acolhida e empatia ( você só foi chata de ter pedido para o João não usar a gravata que eu comprei, isso foi uma afronta, te pego na saída terça, brincadeira). Natália pela sensibilidade e pela voz maravilhosa, Danyel por não ter desistido e pelo esforço, Verônica por ser uma querida e uma pessoa forte e dedicada.




Agradeço a escola e ao meu mestre do módulo que é uma pessoa que vou guardar no coração por sua tamanha sensibilidade e grande exemplo de ser humano.
Termino este texto dizendo que minha vida é o palco com ou sem aplausos. E agradeço a todos aqueles que me apoiaram direta ou indiretamente. E digo para quem assistiu que foi por muito amor para e por vocês.
Nada mais gratificante que você fazer parte de um espetáculo que você traz em pauta tudo aquilo que você acredita, principalmente porque disse coisas em forma de atuação de tudo que te representa e gerou nos expectadores reflexões apresentando saídas positivas para problemas sociais atuais. Nada mais contagiante que o exemplo que arrasta. 
Será que nossas mazelas atuais são mesmo mimimi? ou são vocês que não estão nem aí?

A peça abordou temas como relacionamento abusivo, toxidade nas relações, preconceito racial e sexual, regalias que os ricos compram, falta e oportunidade para os melhores de renda baixa  para dar vez a quem tem dinheiro e prestigio, deturpação de valores , estereotipo familiar não ideal dentre outras coisas que fazem parte da nossa realidade.

Minha maior tristeza ao relatar essa apresentação é que ela não foi gravada e vai ficar na memória do meu personagem, a memória, que eu espero que o tempo assim como o rap não se apague.

Os figurinos dos meus colegas foram pintados à mão, fiz tudo dentro de um quarto, gastei horas no Brás atrás das ferramentas de improviso para preparar os trajes. E constarei minha roupa a mão com uma linha e um alfinete.


Nas fotos seguintes apresento os figurinos dos colegas feitos por mim e pintados a mão com os personagens que representaram. E os vídeos dos bastidores!
obrigada pela sua audiência, paciência, por ser esta pessoa maravilhosa e Tchau!





Para não perder o costume, onde eu estou surgem os gatos, eu tentei pegar este gato no colo, só tentei!

Expectativa X Realidade


















Personagem da Rafa: Intolerante e repressora!


Personagem do João: Filho do juiz que passa no teste para TV porque o pai comprou o teste, e um alienado pelo sistema.




Personagem do Vilson: Menino Homossexual que sonhava em ser ator, e assistente do diretor que apoiou venda do teste para o juiz



Personagem da Aline: Cena 3 Menina sonhadora, honesta, cena 4 intolerante e repressora.




Personagem Verônica: Mulher que sofria relacionamento abusivo e tinha o sonho de se casar, porém, cai na realidade e acaba com o abuso.





Personagem do Ray: inicialmente preconceituoso e intolerante, no final da cena minoria homossexual que luta pelos direitos




Personagem Danyel: Homem abusivo e pai intolerante.




Personagem da Naty: Menina que sai de casa porque a família não aceita sua escolha de ser atriz e ajuda a mãe a sair do relacionamento abusivo.





Personagem do Bruno: trouxe a crítica das minorias sociais que sofrem preconceito



Minha personagem: Narradora na voz do tempo e da memória




***




sábado, 26 de maio de 2018

A expectativa e a tragédia!






Hoje eu vou falar sobre ela, a comadre que mela as relações, espanta as oportunidades e só coloca maldade nessa sua cabeça, e é uma coisa que é igual à pulga atrás da orelha, é bem difícil tirar, Já dizia a minha avó, a expectativa é a mãe da decepção.
Estamos no século XXI, tecnologia de ponta, relógios que mandam mensagens, relacionamentos via aplicativo, muita gente prefere tudo mastigado do que se dar o trabalho de fazer algo que o celular pode fazer. Parar pra ler alguma coisa? Que nada, simplesmente não há tempo, se você estiver lendo este texto, parabéns, você está um pouco menos alienado em relação  as outras pessoas.



Esperança e expectativa são coisas diferentes...


A questão é que colocamos expectativa em coisas que não dependem só de nós para acontecer. Colocamos expectativas nos outros, sufocamos nossas relações porque somos imediatistas e queremos que o outro sinta no mesmo tempo, na mesma frequência e na mesma intensidade que a gente. É ai que ela entra. A expectativa?
Não, a decepção irmão.

Muitas vezes a criamos  diante de coisas e situações que nem sabem que estamos criando, imagine se elas tivessem vida própria?




Teria uma misera porcentagem de chance de saber quem você é,  o que você sente, e o que você criou, o problema é que estou falando de coisas que não são palpáveis, que você sabe que não têm vida própria. Por exemplo, seria muito tranquilo se todas as coisas que criamos expectativas fossem como comer pão, é só você entrar numa padaria, comprar, comer e se saciar, o problema é que o sofrimento maior acontece quando a expectativa é quebrada porque criamos por algo ou alguém não palpável e não saciável. Nem a gente sabe às vezes, que criamos aquilo e quando não acontece da forma que esperamos, como expectadores, somos tomados por um sentimento imenso de decepção.




Quando alguém diz assim: Fulana está mal porque criou expectativa. Já está na cara que vai dar errado. Como você pode criar algo que já existe ou algo tão subjetivo, que não deve ser inventado porque simplesmente vem até você e você alimenta, é como o medo, quando mais atenção você dá, mais monstro vira, ate que o monstro vem te come. A expectativa vem acompanhada de vários sentimentos tóxicos, como ansiedade, medo, insegurança, dentre outros. Simplesmente porque é sobre algo que você não tem, não te pertence e você não sabe se essa realidade será nova daqui um tempo, e a duvida gera mais conflito interno.





Mas também têm os dois lados da moeda, tem aquele que criou a expectativa, ou porque quis ou porque foi alimentado, tem gente que é especialista em fazer isso, alimenta, alimenta, e depois... nem preciso dizer né? Ou melhor, dá a corda para pessoa expectante se enforcar. Tem gente que é tão doente que gosta tanto de ter o controle de todas as situações, que luta com o ego todos os dias no espelho, perde a batalha e desconta em alguém  que é carente. Se for comparar as duas doenças eu fico com o que cria, porque a arte da manipulação anda tão evoluída, que se um dia me disserem que fulano tem phd em manipular eu vou acreditar.
A expectativa faz parte da vida de quem vive, de quem sonha e de quem batalha. O que eu posso dizer é que ela é como ciúmes, um pouquinho da libido a vida e as relações, porque expectativa e ambição positiva andam de mãos dadas, mas não se paute em esperar e esperar e expectar, se não a vida vai passar pela sua janela e você vai criar tanta expectativa que vai esquecer que para realizar tem que trabalhar. A melhor coisa a fazer já que somos seres limitados que dificilmente deixaremos de expectar é: fazermos nossa parte, batalharmos e entregarmos ao universo, que devolve tudo que emanamos. A expectativa só é a mãe da decepção se você permitir dar este poder a ela, porque no final nas contas, vivemos para expectar.

O bom dia muitas vezes está na coincidência, é melhor se abrir para surpresa do que para a expectativa, porque pelo menos a surpresa é uma novidade que pode te surpreender positivamente e alimentar sua alma com um novo bem fofo e querido,

Um beijo e tchau.

domingo, 20 de maio de 2018

O ser humano e suas máscaras sociais!




A pergunta que não quer calar é: se ninguém estivesse te vendo você tomaria a mesma atitude que toma quando estão te vendo?
Se a resposta for que cada atitude condiz com: ser observado ou não ser observado, você, querendo ou não,  utiliza suas máscaras sociais.

Quando eu ouvi a expressão máscara pela primeira vez eu não botei fé que isso era algo positivo, mas depois eu entendi que para você viver minimamente em paz e ser um ser social passível de convivência mínima você precisa das comadres máscaras. Por mais que  as vezes você ache que  nem precisa delas, elas grudam em você igual sangue suga, sabe aquela atitude ridícula que você tem e que se arrepende no mesmo momento? Você usou uma máscara que você mesmo desabonou, acontece, somos seres errantes e limitados, todo mundo erra, mesmo você não querendo errar.







Por exemplo: você esta emputeado da vida com uma pessoa que quebrou sua confiança, ela te fez uma coisa horrível, moralmente errada e se você fosse uma pessoa do mesmo nível, se vingaria, pagaria na mesma moeda, a xingaria de todo seu repertório de xinhamentos e faria mais outras coisas horríveis que vierem a sua cabeça. Porém você não faz nada disso, (com exceção de algumas muitas pessoas),  muito pelo contrário, você simplesmente tenta ficar indiferente a tudo isso, não envelhece e muito menos perde sua paz, primeiro porque a pessoa não merece e segundo porque sua dignidade e honestidade valem ouro. Então você usou uma máscara, se você fosse seguir um instinto meramente humano, você iria lá e metia a mão na cara da pessoa, ou coçava o lombo daquele ou daquela jaguara se estivesse no Paraná.
Já dizia Catifunda na primeira dose de pinga: - Eu quero é curtir a vida e beijar como se não houvesse amanhã, não quero homem me controlando.
Catifunda depois da quinta dose de pinga: - O que há de errado comigo? eu só queria alguém que cuidasse de mim...
quem nunca? Você acha que Catifunda estava usando máscara na primeira dose? Pergunta do milhão em sangue bom?






Se você tem um chefe filho da puta, por exemplo, você gostaria de xingar a mãe dele mas você não faz porque seu emprego é mais importante que xingar a mãe dele, você tem contas e prestações a zelar. Você usa a máscara da educação e não xinga.

Nós precisamos das máscaras para viver e isso não quer dizer que somos uma farsa, na verdade são mascaras sociais. Muita gente tem um discurso do: eu falo o que eu penso e foda-se o mundo, até tem mesmo gente assim, mas quem de fato é assim não tem convívio social. Se você for falar tudo que você pensa, imagina, você não vai conseguir o mínimo de convívio com absolutamente ninguém, nem com você mesmo, nem você se suportaria,  vai chegar uma hora que vai querer se enfiar no buraco. É meramente possível você ser honesto e assertivo nos seus achismos, comentários e sincericídios, por causa disso você tem pessoas que considera muito na vida, são aqueles melhores amigos que sabem seus segredos mais profundos, pessoas que você confia de olhos fechados e que coloca a mão no fogo. Aposto que com eles você se liberta e se aposenta um pouco das máscaras.





Quantas vezes você já disse não para você para dizer sim para os outros e se sentiu mal demais com isso, porque por alguma razão você só queria agradar alguém mas desagradou a si mesmo, viu só.? Mascara é o que não falta.
Acredito que as máscaras que usamos é a forma que encontramos para vivermos de forma harmônica na sociedade em que estamos inseridos, a mascaras estão associadas aos valores e a historia de cada um, bem como suas crenças e sua realidade. Ela não tem nada a ver com ser honesto ou desonesto, tem a ver como encontrar uma saída para lidar com os problemas de maneira criativa, desde que seja uma máscara justa, ela não precisa ser arrancada. Ela pode até ser a prova d’água para você tomar seu banho em paz.








segunda-feira, 14 de maio de 2018

Meu nome é Macho Alfa, meu sobrenome é dissimulado!




Hoje eu vou falar de vocês, alguns são o traste do meu violão, outros são amigos, mas nada mais que isso, eu nem seria louca de arriscar outra coisa, tem os baguais que eu ainda não conheço, e tem os que eu conheço também, tipo meu pai, ele é um bagual de futuro, de fibra, é aquele homem de palavra, de valores, honesto, que vale o chão que pisa, graças a ele eu acredito no semáforo, no avião, no relógio, no colchão, na cama e no coração. Mas também têm os que ficaram no meu passado, graças ao Deus do Universo, que são típicos homens bichos sem futuro, todo mundo já teve um traste na vida. O problema é que eles estão tomando conta do planeta e abduzindo todo mundo com seu mau caráter. Eles são bonitinhos mas ordinários, sacas? Aquele tipo que por fora é uma bela viola, mas por dentro, eita pão bolorento. 
Se a carapuça serviu, ó coisa feia, é oléo de peroba nesta cara de madeira... se não serviu, que bom, sorria, você ainda não foi abduzido.




Eu estou um pouco indignada, eu não sei se eu nasci na hora e época errada, ou o que esta acontecendo é uma cilada mesmo.
Eu andei conhecendo umas pessoas por ai que sabe o compadre escrúpulos? Passou bem longe da casa destes seres. Eu não estou falando só das pessoas do sexo masculino, eu to falando delas também, das gurias sem futuro.
Tem algo muito esquisito acontecendo.

Meus queridos, não tem problema você ser sem escrúpulos e mentiroso, desde que você faça isso com alguém que é farinha do mesmo saco. Ahhh, mas como você vai saber né, pobre ser? Quem vê cara não vê coração, ou, o que os olhos não vêm o coração não sente? Ou, coração é terra que ninguém pisa? o ideal seria que você não agisse de forma tão superficial com ninguém, mas já que não consegue...
você não se acha super esperto? 
Aposto que se olhar bem ao redor consegue achar os seus...








Você por um acaso é daquele tipo que bate em mulher porque ela é mais frágil fisicamente apenas, ou bate numa criança, ou só ataca os caras tão fortes como você quando está com os seus brows. Sozinho fica pianinho. É aquele cara que toca o terror quando está com as amigos, faz bullying, pega alguém para Cristo e inferniza até umas horas... mas sozinho, veste a mascara da covardia., quem nunca viu isso que atire a primeira pedra, e você que está julgando faz um pix.
Então, procure a farinha do mesmo saco, ai assim ninguém engana ninguém e ninguém faz ninguém de otário.
O problema é que o libido da vida de um sacana é enrolar alguém, é manipular, porque esse é o ar que ele precisa para respirar.

É aquele cara que tem contatinho para semana inteira, e cheio de repertorio de desculpas. Sempre dá um jeitinho de sair pela tangente, sim, ele se acha gente, mas no fundo, é só mais um demente, ooo mundinho doente. A desculpa dele é sempre a mesma quando alguém reclama: Ah, eu não devo nada para ninguém.






Mal sabe ele que ele deve, deve pro universo, deve para consciência, deve pro travesseiro, mas ele nem lembra disso.
O problema é que o traste vive reclamando que a vida está esquisita, mas ele não enxerga o próprio umbigo, nem aonde aponta o seu nariz, e aí quando eu escuto mais uma de suas mentiras eu só paro e penso: infeliz, mal sabe ele que para ser feliz, tem que no mínimo ser de verdade.

Coitado, ele nem sabe o que é lealdade, quem dirá a essência da verdade. Eu sinto muito, sinto pena e compaixão. E sim, é de coração.








São 22;00 e eu preciso funcionar por mais horas, 24 horas por dia é pouco demais para mim, faltam duas para acabar, é difícil conseguir um maço de cigarros, e nem quero porque parei de fumar, mas também é bem fácil voltar, mas escolho não voltar, estou tão bem sem o fedorento, eu falo do cigarro, não me traga uma cerveja, para mim tem gosto de feu, traga só um cú de burro que eu acabo num gole, mas também é bem fácil beber água com limão sem ao menos fazer careta, 1 para acordar e outro para mirar no dia que vai em breve acabar, e outro para ele chegar no fundo das horas enquanto o barulho dos ponteiros te gritam o tempo voando igual um jato.  Destruição é o principio do universo, as pessoas estão se autodestruindo e destruindo as outras com suas mazelas mal resolvidas. Eu entendo meu papel nisso tudo, quiçá não ser como eles seria um bom para arriscar. Estou preocupada com as coisas pequenas, pois sem elas não conheceria as grandiosas para diferenciar, com humilhações e sofrimentos diários e cotidianos, também rotineiros. O que não me faz baixar a bola muitas vezes é a minha ansiedade. Eu não sei se eu sei o final, mas eu imagino. E estou aqui mesmo assim.
Escute as mentiras e sorria, porque muitas vezes você sabe o que é verdade, você é a verdade. Derrube as máscaras de veneno, e não beba dele.
Deixe os venenosos se embriagarem com seus venenos próprios. Eles já suam veneno. E a energia desconhece a mentira.

E estou longe de ser perfeita, mas não ser uma farsa já está bom.










terça-feira, 8 de maio de 2018

Venha, essa experiência pode mudar sua vida: Playback Theatre!




Olá meus queridos leitores, hoje eu vou falar de uma experiência que tenho vivenciado no teatro e que posso dizer que está transformando a minha vida, sabe quando você entra num lugar e sai diferente de quando entrou? Não diz o ditado que a água do rio nunca é a mesma, pois bem, isso acontece contigo quando experiência o Playback Theattre. 
Com um ponto bem relevante, não tem como não ser tocado de alguma forma...
Vamos as origens para que possas entender o que a comadre aqui está dizendo:
Playback Theatre ou teatro em formato de Playback, é um modelo de teatro que acontece num espaço para uma plateia, e a mesma compartilha histórias de vivências, uma equipe de atores faz a cena de forma espontânea e improvisada sobre a historia contada em forma artística. Há além dos atores, músicos que compõem este ambiente cheio de energia positiva. O que mais chama atenção nesse movimento artístico, é que os desfechos das historias podem ser parecidos com as historias de outras pessoas, e isso possibilita aprendizado através da dor ou alegria do outro.
No inicio dos anos 70, Jonathan Fox através de seu interesse pelo teatro devido ao pai que era um artista, estudou o teatro em forma de dramatização transmitindo a arte, cultura e identidade da população. Ou seja, esta dramatização, nada mais é do que um teatro da vida real. Há mais de 50 países com a arte do playback consolidada
Não há ensaio tampouco combinação prévia, e o espaço é contagiado pela emoção e transformação pessoal de quem está assistindo. Eu poderia dizer todos os sentimentos que isso pode proporcionar, mas o mais interessante é que a essência e a sensação  é única para cada pessoa e para cada historia. Mas posso dizer que é uma forma assertiva de transformação pessoal. Venha prestigiar o playback e compartilhar suas histórias. Aqui você só precisa se abrir para sentir, e mesmo que não se abra, de algum modo você será tocado, nem que seja para sorrir ou chorar se assim desejar.
Um pouco da minha vivência como atriz da técnica: está sendo uma experiência enriquecedora, única, o professor Fábio Araújo é uma pessoa única e preciosa, de uma sensibilidade imensurável, e eu me sinto privilegiada por estar participando desta equipe, pois aprendo muito com meus colegas, e passar um tempo da minha semana com eles aprendendo e dividindo vida é o libido da minha quinta feira, que se estende para o resto da minha semana, sem contar o autoconhecimento que estou adquirindo. Acho que eu descobri algo que estava procurando quando estava perdida, o palco é um dos meus caminhos mais felizes.
Sou grata!


domingo, 6 de maio de 2018

O dicionário de repertório das desculpas esfarrapadas!




Hoje eu vou falar daquele compadre que acha uma desculpa para absolutamente tudo nesta vida só para se isentar da sinceridade, da honestidade, e também da responsabilidade.  É aquele cara moralista que mete o pau nas leis, nas pessoas, no Brasil, no pão francês, mas quando a lei deve servir para ele, ele dá um jeitinho de burlar. É o amante do estilo de vida pimenta no cú dos outros é refresco.

Eu já ouvi tanta desculpa esfarrapada nesta vida, desculpa mole, que é aquele tipo de mentira deslavada que a pessoa diz algo do tipo: nossa, sabe que eu achei que ia dar tempo? mas não deu, eu realmente não sei o que houve, São Paulo nem tem trânsito. Desculpa justificativa: olha, eu fui pro ponto e peguei a perua 537 A-10, mas uma senhora disse que a perua 547 A ia para o mesmo lugar, afe, não dá mesmo para pedir informação para velho. Desculpa exemplista: Sabe quando você vai pegar o ônibus e o primeiro que passa você acena e o motorista está distraído e não te vê? é a mesma coisa quando ele não para porque o ônibus está cheio. Desculpa minimalista: Sabe o que foi, eu estava no ônibus e eu acabei me distraindo com o músico que estava tocando, você acredita que sabe lá Deus porque o motorista mudou a rota, é uma falta de respeito com o consumidor. Desculpa surrealista: Você acredita que eu estava passando debaixo do túnel do tietê e o túnel quebrou e começou a cair toda a água da fossa no meu carro, parecia coisa de cinema, o rio derretendo em cima do túnel, quem viu não esquecerá, a emoção foi tanta que ninguém teve tempo de gravar. Desculpa iluminista: sabe o que que é, eu estava no metrô, mas tive a brilhante ideia de pegar o ônibus, porque é obvio que ele é bem mais rápido que o metrô né? mas quando percebi, já estava dentro do vagão.
Meu irmão, falta espaço para representar, e olha que eu não sou muito velha, fico imaginando quantas desculpas os nossos irmãozinhos anciãos já escutaram e quantas desculpas já falaram nesta vida louca.


Menos mimimi s'il te plaît?



Será que as desculpas dadas são como a nossa conta kármica, equalizando, subtraindo ou abstraindo da nossa receptividade de desculpas. Emanamos x desculpas esfarrapadas para o universo e recebemos y desculpas, e aí temos o gráfico desculpabilístico?
Hedi e suas hedianices...

Tem aquele cara que estava ficando com 3 gurias ao mesmo tempo, coisa super justa e honesta, já que nenhuma delas sabe o que está rolando, é uma diferente para cada dia da semana, eu só rezo para que as gurias tenham o discernimento de usar camisinha, só isso, de resto "fuck off", só que ele se acha muito esperto e ainda não descobriu que a mentira costuma ter pernas bem curtas, isso significa para bom entendedor que nada está tão oculto que não venha a luz. Ai ele manda a mensagem da Carolina para a Geovana, ou manda flores brancas e pergunta via mensagem? Gostou das rosas vermelhas? Enquanto a Geovana disse que recebeu violetas azuis. E quando ele manda para Carolina: Gata, nossa noite foi incrível, adorei a lingerie, e a Carolina liga dizendo que esta história não procede e se ele estava bêbado quando perguntou da lingerie,  porque ela estava sem calcinha e de pijama de algodão.

quem comecem as desculpas esfarrapadas...



Ai a porca torce o rabo, ele diz que sonhou que ela estava de lingerie por isso disse aquilo, e aí sem querer num outro momento ele diz que não sonhou nada naquela noite. Até para ser mentiroso precisa ser competente, inteligente e sobretudo ter uma memória excelente, mas para ser bem realista, se a pessoa for mesmo inteligente ela escolhe o caminho justo, que nem sempre é o mais curto: o da honestidade. Se for mesmo amante do discernimento e da inteligência, o bagual que é bagual mesmo não mente, porque é descente.

Existe uma linha muito tênue entre a mentira e a desculpa esfarrapada, porque na maioria das vezes a ultima é uma mentira deslavada. O problema é que nem sempre o mentiroso tem boa memória, aí ele passa uma vergonha que eu fico vermelha por ele.




Certa vez eu estava conhecendo melhor uma pessoa, e a pessoa ficou de entrar em contato comigo mas ela não entrou, isso acontece demais hoje em dia, mas eu sou do tempo ou do valor, ou da educação, que se eu digo que eu ligo eu realmente ligo, o problema é que hoje muita gente não vale um escrito, ou escreve no gelo mesmo,  e aí quando o piá de merda me encontrou veio justificar que não me ligou porque machucou o pé. Isso faz uns 15 anos. Eu era uma guria inocente, sem malícia, não que hoje isso tenha mudado muito, mas garanto que sou um pouquinho mais madura, e aí eu fiquei com compaixão do individuo porque ele machucou o pé. Mas me lembrei que nós usamos as mãos para ligar., ou melhor, os dedos... Mera ignorância. Foi uma das muitas vezes que me senti uma idiota em toda a minha vida.









A pessoa marca um horário de te encontrar e atrasa muito. Se a pessoa tivesse um pingo de bom senso te mandaria uma msg dizendo que esta atrasada, se desculpando e explicando o que houve. A questão é que o que menos existe hoje é compaixão, e empatia. O meu tempo é tão precioso quanto o seu, porque você acha que o seu é mais importante e eu posso perder o meu esperando, desculpa aí, o tempo do relógio é uma invenção meramente humana, e se o relógio não fosse importante você não confiava nele para acordar todo santo dia. Quando estamos esperando alguém que esta atrasado jogamos aos quatro ventos nosso desconforto e indignação, é desagradável esperar demais mesmo, mas quando é o contrario fica ameno. Meus queridos, imprevistos acontecem, vários são os motivos que levam uma pessoa a se atrasar sem ter culpa. Mas a maioria deles a pessoa pode apaziguar, mas prefere dar as típicas desculpas. Falar a verdade é sempre mais bonito e delicado. É mais plausível dizer que você saiu atrasado do que o ônibus não passou, ou o uber cancelou. pode ser também que a culpa é das estrelas né? porque elas nunca vão tirar satisfação, nem mesmo as três marias.




A culpa é das três Marias...




Simplesmente diga: - me perdoe, me atrasei, sinto muito. Se você for TDAH sem tratamento então peça desculpa e já avise porque provavelmente vai atrasar de novo, Deus ajude mesmo, se estiver se tratando ganha meu coração e perdão.
Se tu não quer mais ficar com uma pessoa, não mude da água pro vinho com ela, ela não tem bola de cristal, simplesmente diga que você não quer mais, não precisa falar os motivos, diga se achar que deve. Toda vez que for dar uma desculpa imagine se a estivesse recebendo.
Coração é terra que ninguém pisa.
A verdade é a folha em branco mais delicada, simples querida e libertadora que existe, apesar de ser “só” uma folha em branco. Ela jamais aprisionará suas palavras. E serve como uma facilitadora da nossa vida muitas vezes complicada.
Desculpas mesmo só servem para pedir perdão e não para justificar. Cuidado, elas podem te alienar.
O mentiroso acostuma com as desculpas e com as mentiras. Isso vicia, o mentiroso é tão viciado em mentir, que se não contar uma mentirinha entra em crise de abstinência. Isso pode ser perigoso e pode melar suas relações, porque contar uma mentira, a famosa mentirinha branca que as pessoas dizem e nem percebem que estão sendo nível hard preconceituosas. Não tem cor para mentira, branca, verde, preta ou amarela, mentira é uma merda que não nasce cogumelo, e não serve para absolutamente nada. Se a pessoa não pode saber o que de fato aconteceu a ponto de você ter que inventar uma historia não serve. Se está oculto de alguém independente da razão, não sejas hipócrita, tu sabes que é um equivoco.
O único que merece uma mentira é o mentiroso, e olha que eu não gosto de pagar mal com mal.