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terça-feira, 21 de março de 2017

A instrumentalização dos afetos!

Por que é proibido sentir?



Se tem um assunto que intriga muitas comadres e compadres é falar de sentimentos. Há aqueles que dizem que mulheres são mais sentimentais e homens mais racionais, já tem erro na jogada, generalizações e extremismos nunca fizeram bem a ninguém.
A questão é que as pessoas têm a mania de evitar o inevitável. O cara acabou de terminar um relacionamento e já coloca como missão: não vou namorar tão cedo, não quero problemas, vou focar em outras coisas, mas aí na fila do mercado, ele conhece aquela, aquela que faz cair por terra todos os planos e o faz dar um tiro no pé.
Relacionar-se é algo fácil?

Nunca foi, nunca é, e nunca será, primeiro porque você está lidando com alguém diferente de você, segundo porque você precisa aprender a lidar com este ser diferente de forma assertiva e democrática, terceiro porque você não é dono do outro, segundo porque o outro tem vontades e razões diferentes das suas, quarto porque o ser humano é complexo, e se você consegue lidar com outro com qualidade, você é especial. Não se trata só de relacionamentos afetivos, diz respeito a todos os tipos, independentemente de suas vertentes.


Sentimento é sentimento, razão é razão, é como água e óleo, não se misturam, a razão pode ser parecida com a mãe do coração que sempre dá conselhos que o filho muitas vezes não quer escutar, e só aprende depois de quebrar a cara.  Mas quando o coração resolve mandar, não tem razão que resista. Sabe aquele dedindo na tomada? Só aprende que não pode, e que machuca depois que leva o choque.
A questão é que as pessoas têm tanto medo de experimentar o sentir, que elas passam a acreditar que a razão, e só ela, aquela científica, é que toma as rédeas da vida.
A intensidade, o frio na barriga, aquele papo olho no olho, a energia alheia foi substituída pelos amores de aplicativos, e a conformidade foi concretizada. O afeto virou instrumento de consumo, e pegar se tornou mais importante que se apegar, a quantidade vale mais que a qualidade, o sexo virou mecânico, a conformidade assumiu o comando das relações, o está ruim, mas está bom ganhou vida. Somos bilhões de pessoas no mundo, todas elas são diferentes de nós, algumas parecidas, com histórias parecidas e valores parecidos, mas a razão precisa ser a mãe, isso é obrigatório, porque sentir as vezes pode machucar, e dói.
 Tem dor maior de ser enganado, machucado, ferido, deixado? Talvez seja porque o coração sangra muito mais do que a razão. Um coração partido pode levar uma vida para cicatrizar e quiçá ainda assim morra sangrando deixando marcas na alma. Você aí que trata os sentimentos dos outros como frescura e nada além de banalidade, acorda, o mundo é sensitivo e energético, e o planeta terra não gira em torno do seu umbigo egoísta, pare de tratar seus afetos e os dos outros como um produto com direito a obsolescência programada, que foi feita para não durar, que você compra no mercado, como uma lâmpada, por exemplo.


Ah, mas ninguém se importa com sentimentos, as pessoas querem mais é viver o momento e amanhã não precisam lembrar mais. Que coisa ridícula este lance de dormir de concha, que pieguice barata.
Esta fala tomou conta das relações interpessoais, porque as pessoas falam com boca cheia de mágoas que o coração carrega. Falam isso porque se conformaram e têm medo de experimentar ser feliz de novo.
Por que ninguém assume para o companheiro ou ser que está se relacionando que trata afeto como objeto? Por que as pessoas não conseguem falar a verdade?
Seria esta a geração da síndrome do Pinóquio mascarada.
Por que se declarar para o outro, ser carinhoso, dizer o que sente virou pieguice barata e sinônimo de fraqueza? Por que não tratamos seres humanos como seres humanos?
Para quê viver desta forma? Porque tratar seu semelhante como um objeto de consumo, você se sentiria feliz em saber que foi usado e nada mais?
Um afeto nunca pode ser tratado como instrumento porque ele não é material, afinal de contas você trata um cavalo como uma galinha?
Isso precisa parar, se os afetos não fossem relevantes todos nós faríamos sexo pelo aplicativo ou com bonecos de borracha. O problema é que boneco não pulsa, não sorri e não chora, mas isso é só um detalhe.

segunda-feira, 20 de março de 2017

A moda e sua semana mais chique de SP...

...e eu com minha humilde opinião.






Prestigiar o evento de moda mais famoso do Brasil não é para qualquer um. Mas deveria.
Eu não sou mais chique e nem mais fina, rica e poderosa que ninguém porque fui no desfile de um dos estilistas mais influentes do mundo da moda.
Primeiro que o SP fashion Week não é um evento democrático, e sim exclusivo, você só entra se for convidado, se for blogueiro famoso, expositor de marcas famosas, estilista renomado ou alguém muito bagual de fibra da área, alguém muito foda, PHD neste mundo ou coisas do tipo e etc.
Não é um evento para estudantes de moda e pessoas que simplesmente apreciam moda, e sim para a celebridade que aprecia moda, e profissionais da área ou afins.
E como você foi comadre? Quem fez a caridade de te arrumar um convite?
E por que SPFW não é democrático?
Respondendo a primeira pergunta: Não interessa de quem eu ganhei, este assunto não me interessa e não quero falar sobre isso, hehe, brincadeira, ganhei de uma amiga que é amiga do estilista famoso que citei aqui no início.
Quem é o cara?
É um estilista renomado brasileiro especialista em Beach Wear, com notoriedade no brasil e fora dele. O cara é bagual de fibra, é brilhante, tem talento, se não, não teria chegado onde chegou, tem uma loja na rua mais famosa e rica de SP em nível de moda, percebi a ousadia nas cores e formas, apesar de serem roupas de praia, a tabela começou com cores lisas com uma outra composição por cima do maiô, e depois veio mesclada com todas as cores da tabela. Mas o que eu mais gostei foi a escolha de uma das músicas, dentre todas a mais especial durante os 10 minutos de desfile foi a Alok, Bruno Martini feat. Zeeba - Hear Me Now. Quem está assistindo um desfile deste, não faz ideia de quanto suor e trabalho houve no backstage, foram horas de trabalho para 10 a 15 minutos de glamour, mas desfiles sempre valem a pena, e estar numa passarela traz uma adrenalina para quem cria, assim como para quem exibe a peça. Só quem já passou pela experiência talvez consiga explicar, mas é uma sensação tri bárbara. Para mim, que desta vez era só uma espectadora, eu senti emoção, senti alegria, tristeza e mais uma série de coisas porque a situação veio de encontro com toda a trajetória que eu já vivi.
O desfile estava glamouroso, cheio de gente chique, atrizes globais e pessoas que vivem no anonimato, que se morrerem amanhã, terão seus nomes esquecidos, assim como eu.






Quando você é convidado para um desfile você fica separado dos seus compadres que também foram convidados por grau de importância que você tem na moda, você realmente acha que isso é democrático?
Por exemplo: as famosas e atrizes globais ficam na fila 1, elas conseguem ver as texturas das roupas das modelos, as olheiras das modelos, e podem ficam reparando, coisa que quase não acontece na moda, afinal de contas, lá o ego não existe, foi uma ironia. A segunda fileira, chamado de B, são as pessoas um pouco menos celebridades que as celebridades, pessoas que têm algum grau de importância na moda. A terceira fila, chamada de C, depois D, são pessoas que precisam estar lá porque precisam, talvez lojistas, gerentes de grifes, coordenadores e afins. E a fileira E são do povo do anonimato, pessoas como: estudantes de moda que precisam entrar para engordar currículo ou por paixão mesmo, são pessoas que vão para o evento bem mais cedo, pedem na caruda o convite caso alguém tenha a caridade de ajudar um pobre estudante e oprimido de moda, fotógrafos desconhecidos e amadores, que conhece a prima da melhor amiga do estilista. E atrás da fileira E, acabou, são pessoas que ficam em pé porque não tem cadeira para elas. Você acha que estou sendo injusta ou você lembra dos senhores feudais e quem trabalhava para fazer com que os senhores comessem.
Democracia existe sim na moda, já participei e apreciei trabalhos lindos com intuito de melhorar nossa sociedade mesquinha, ou ajuda-la de alguma forma, mas não existe nos eventos de moda, como então as pessoas de moda podem ser democráticas?
Espero de coração que exista, porque somos únicos, e em todas as áreas tem gente esquisita e não esquisita.
Por que eu fui?
Porque cavalo dado não se olha os dentes, sou formada em moda, queria ver como está o mercado, se continua parecido ou mais evoluído que a época que eu era da área, se o estereótipo das modelos continua o mesmo da época que eu modelava, infelizmente sim, (vejam, nada contra as modelos, eu já fui uma, mas não concordo com o estereótipo anoréxico que a moda prega de uma forma ainda tão alienada).
Fui conferir também se ainda tem gente legal e de personalidade, se ainda tem gente que come frango e arrota peru ou usa calça de veludo mas deixa o cú de fora, e todas estas patifarias ou não patifarias que não precisa ser da área para saber ou perceber.





Moda para mim é nada mais nada menos que bom senso, se você não tem o estilo de corpo que fica bom naquele vestido, não use aquele vestido porque todo mundo está usando, ou só porque está na moda, ter personalidade é usar o que realmente fica chique e bonito para você, de bom gosto, e não usar o que todo mundo usa só para pagar de bacana, principalmente se não tem nada ver com seu tom de pele, seu cabelo, sua altura e seu shape de corpo.
O SPFW não é democrático, toda vez que eu entro em contato com esse mundo que muitas vezes já me deu preguiça, é que, não importa a faculdade que você fizer, se você não tiver pelo menos uma língua fora a que você já herdou do seu país, fluente, se você não foi para o exterior fazer intercâmbio ou você não conhece alguém do ramo para te indicar fica muito difícil conseguir entrar neste meio.
Tem inúmeras faculdades de moda no Brasil de uns 10 anos para cá. Todos os anos inúmeros profissionais entram para o mercado, não importa como você estudou, se você foi um aluno bom, o que importa é se você conhece alguém que conhece alguém para te dar uma oportunidade que pode ser perdida no primeiro erro de modelagem.
Por favor, sem generalizações, mas rara às exceções isso acontece sim, infelizmente.
Eu não estou fazendo este texto para criticar e diminuir a moda. Eu sei a importância que a moda tem na sociedade, eu sei o quanto uma etiqueta significa para algumas pessoas, mas para minha vida não, minha realidade é outra, tenho admiração pelas pessoas que chegaram no pico e conseguiram se manter no mercado, com dignidade, humildade, e profissionalismo num mundo tão cheio de ego e inveja.



Tenho noção e acredito que se vestir bem faz bem para nossa autoestima, é bom vermos pessoas cheirosas, bem vestidas, isso faz bem aos nossos olhos, acredito também que moda é comportamento, que podemos entender um pouco do mundo do outro pelo que ele veste, podemos saber que canções ele gosta de ouvir pela vestimenta, claro que algumas pessoas são incógnitas e mistérios que nunca desvendaremos se não conversarmos com elas. Mas acho perfeitamente possível se vestir bem sem gastar muito, e sem ostentar.
Porque afinal de contas a vestimenta interna vale muito mais do que a carcaça, pois ao mesmo tempo que a máscara cai, ao tirarmos a roupa ficamos nus. E não podemos esquecer que foi deste modo que viemos ao mundo.

Se tem uma coisa que nunca sai de moda é a atitude elegante e honesta independente do look que está usando, bem como ter conteúdo além da roupa que veste.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Peitoral, pernas, costas, braços e abdômen definido?

O que gostamos mesmo é de quem tem os sentimentos definidos!


Quem não se encanta ao avistar um corpo bonito, e bem cuidado?
Não sejamos hipócritas compadres e comadres. É bonito de se ver sim, um bagual que tem asseio, não só da matéria que o transporta por aí, falo do corpo, como a carcaça que veste, falo da roupa. Nos chama atenção encontrarmos um indivíduo cheiroso, educado, bem vestido e com um corpo atraente. Se dançar forró então, nossa, encanta mais ainda. a gente até suspira e pensa: - bah, que bicho de futuro.
Mas acredito que isso tudo cai por terra quando a pessoa se mostra uma babaca e escrota, você rapidamente lembra daquela frase que seu pai dizia: por fora bela viola, por dentro, ô pãozinho bolorento!
O que seria uma pessoa escrota e babaca? Aquela que pensa diferente de você?
De jeito nenhum, pessoa escrota é aquela que não é honesta, que trata os outros como seu objeto, e que diante do seu primeiro erro ou defeito te dispensa igual papel, que não respeita que cada um tem seu jeito de viver e de pensar e que tem prejulgamento dos outros injustamente. É aquele que se importa com sua situação financeira, que fica de olho se você usa roupas de marca para ter uma ideia se sua conta bancária é gorda ou magra, que só se envolve com você se de alguma maneira ela puder te usar para conseguir o que quer, ou se encosta em você para subir onde quer chegar te usando como escada, que não te olha como ser humano, mas no que pode beneficiá-la.
Hoje em dia é muito difícil cruzar e trocar ideia com pessoas realmente especiais, vivemos num tempo maluco, os valores que nossos pais passaram uma vida para construir se tornaram obsoletos, coisas esquisitas e obscuras se tornaram normais e às vezes a gente para e pensa? O que é isso compadre? É sério mesmo que estou vendo isso? E fica embasbacado com certos tipos de comportamentos totalmente distorcidos do que é realmente ético.


As atitudes e as pessoas estão cada dia mais individualistas, os afetos viraram instrumento de consumo e estamos tratando pessoas como mercadorias. Sabe aquela criança que o pai dá tudo que quer e enjoa do brinquedo depois de uma semana que o mesmo foi adquirido? Isso poderia ser mais ou menos natural para uma criança, porque criança é imprevisível e precisa de novidades para não cair na rotina, precisa brincar, se desenvolver,  etc. O problema é que os adultos têm se comportado como criança, fazem birra, esperneiam e quando as coisas não são como querem, ou diante do primeiro defeito do coleguinha, jogam no lixo ou colocam de lado como um brinquedo que enjoaram, depois de um belo pisão de pé e empurrão, só não dizem que  estão de mal com você depois do flaicí-ciolá porque, este tempo já passou, mas uns até mostram a língua depois da briga ou discussão. Fazem joquinhos para manipular os outros e acham que isso é normal. Normal para quem? barbaridade... quantas vezes você não ouviu por aí indivíduos dizendo coisas deste tipo: - Não vou ligar hoje só para ela(e) ficar inseguro(a), ninguém mandou não me ligar ontem. Ou, vou chamar fulano para sair e vou desmarcar na última hora.
Diga se isso não é coisa de bicho sem futuro, imaturo, não dá para conviver com gente assim, idade mental? 5 anos.
A questão é que estamos lidando com pessoas, a diferença de um brinquedo e de um ser humano não pode ser comparada. Isso não tem fundamento.
O que tem importado não é o que eu sou e posso oferecer, mas sim o que eu posso mostrar para o outro que talvez eu possa oferecer. E não necessariamente as pessoas são elas mesmas diante desta postura, porque o objetivo principal de fato, é impressionar e nada mais, só que ninguém consegue segurar a máscara a vida toda.
As pessoas muitas vezes estão perdidas e não sabem o que querem, e quando são pressionadas para que definam o que querem se sentem encurraladas e escorregam igual bagre ensaboado. Acorda, quantos anos você tem? 12?
Por que dar desculpas esfarrapadas? Fale a verdade, mentir dá trabalho. E a verdade dói, mas liberta.


Não tem problema nenhum você não querer a mesma coisa que a pessoa que você está se relacionando quer, te juro comadre, você tem este direito, você tem total liberdade de não gostar do outro para ter um compromisso, o livre arbítrio é todo seu, é todo meu, não tem problema você e o outro serem pessoas diferentes, não tem erro em perceber isso, o que falta é que os sentimentos se definam e sejam explanados.
Não há problema nenhum você querer se relacionar com todo mundo ao mesmo tempo, desde que os segundos, primeiros e terceiros sejam comunicados, qual o problema em entender isso. Seria medo? Seria insegurança, ou seria gostar mesmo de tratar os outros como babacas?
Porque vamos e convenhamos, tem louco para tudo.
É importante lembrar que estamos aqui para nos relacionarmos com pessoas, não vivemos numa bolha sozinhos no mundo, precisamos tanto dos outros que alguém precisou te parir para você existir, então acorde, seu umbigo não é um planeta que faz parte do sistema solar, e nada mais, a realidade é que você é só um cisco de areia, que veio do pó e ao pó voltará, seu compadre e sua comadre também, respeite e será respeitado.
Defina quem é você, onde quer chegar e o que espera dos outros, seja objetivo, não espere que as pessoas adivinhem o que você quer e o que você pensa por medo de se expressar ou se expor. Se tivéssemos este poder, já estaríamos todos ricos, finos, poderosos, aposentados e tranquilos com a nova lei previdenciária.
Defina sim seu corpo, cuide dele com carinho, ele agradece, faça bastante atividade física, beba muita água, mais cuide do seu espírito e do que você quer e espera de você mesmo e dos outros, de nada adianta seu peitoral ser definido e você ser um ser humano indefinido.

sexta-feira, 10 de março de 2017

A arte da espera

Esperar...

A vida é uma eterna espera, se espera para nascer, mas há aquele compadre que é ansioso e sai antes da hora, aquela comadre que é preguiçosa e faz a mãe esperar para se vingar dos nove meses que esperou para sair, há espera para crescer, para brincar, para ganhar picolé, salgadinho, gelolate, pipoca e cachorro quente. Já dizia minha mãe, está com fome? Mata um homem e come, x salada é só no sábado, piscina só depois que lavar a louça e assim a vida segue esperando, esperar é mesmo um porre infinito. Regras não são para os miseráveis, é nesta hora, bem cedinho que aprendemos sermos adultos.
Se espera para ir para escola, se espera a melhor amiga visitar, a quadrilha da escola, se vestir de caipira,  a viagem em família no fim do ano, se espera o natal, para que algo nasça em nós além de jesus, e que tudo passe a ser diferente no ano que vem, mesmo esperando que tudo continuará igual ou parecido. Se espera completar 15 anos para fumar o primeiro cigarro e tomar o primeiro porre, e assim se vê que a expectativa foi a mãe da decepção. De tanto esperar  já chegou aos 18 e o disco voador, se espera decidir o que vai ser da vida aos 18 quando não se sabe nem onde a galinha mija, alguns sabem, mas poucos têm a sorte de saber. se espera passar no vestibular, a faculdade começar, acabar, num trabalho entrar. Num piscar de olhos, e num suspiro, bah, já são 25 anos de espera, de um emprego melhor, de comprar um carro, financiar um apartamento, porque 25 é o auge da estabilidade, só que não. Espera ser feliz enquanto se está ou é triste e vice-versa. Já dizia um compadre por aí: -com esta idade eu já tinha 12 filhos e uma vida feliz e estável, seu poço de incompetência. Ai você só encara o chão e pensa: -viva os fracassados. 
Mas aí se dá um auto chacoalho enquanto pensa: -espera, porque os últimos sabiamente serão os primeiros.


E na espera, e na vivência e nos aperreios entre diversão e sofrimento, chegou os 30, a gente se conhece mais, se acha imaturo aos 20 mas não 100% maduro aos 30, mas triste é trinta, é literalmente o cair da régua, mas calma, existe régua de 60 cm e a trena, para deixar a gente ainda mais feliz e otimista.
Se espera ser um ser humano melhor, bom, pleno, honesto e sincero. Se espera na fila do pão, na fila do mercado, e há aqueles que passaram anos e não aprenderam que a fila não se fura. Deviam cobrar multa para quem fura a fila da vida, de quem fura o coração, a canção.
A vida é uma eterna fila de espera, é a espera de alguém que se foi regressar, é a espera que o sofrimento termine, que a alegria seja infinita, que as sensações boas sejam eternas, mas as vezes a vida é uma nuvem cumulonimbus gigantesca nível hard da estrela na nossa cabeça, e só o que a gente tem que fazer é, esperar as coisas melhorarem, esperar a companhia perfeita, esperar o salário que não veio, esperar perder os quilos extras, esperar termos bons relacionamentos com aqueles que se importam conosco ou até os que não se importam, ou aqueles que temos estima e apreço.. o que não basta é apenas esperar sem agir, mas muitas vezes nem agindo fortemente a espera é válida.
A vida é uma eterna luta de autoconhecimento, autoestima, ego, ilusão, paixão, solidão e pão, amassado pelo diabo ou recém-saído do forno.
Quem disse que viver é simples, viver demanda tempo, paciência, perseverança, viver definitivamente não é para os fracos, a vida é única coisa no mundo que as vezes é uma merda e as vezes é céu, às vezes e luz e as vezes é sombra, quando não sobra de alguém ou para alguém.


A vida é eterna saudade, dos filhos que não vieram, dos netos que não conhecemos, dos amigos que não tivemos, de tudo que não conquistamos mas esperamos conquistar, é uma incessante luta para esquecer o que foi doloroso e esperar pela bonança. Muitas vezes não estando preparado para receber nem a minha miséria, quem dirá a do outro, viver não pode ser nada a mais que arte, nem bela, nem feia, mas complexa, quiçá têm coisas que não foram feitas para serem entendidas,  e sim para serem esperadas,  gozadas e vividas, afinal de contas...
Viver para quê?
Se a espera me parece devagar,  bem sei que é eterna, não há vida sem espera, dolorosa, uma linha torta, mas nunca morta.
já dizia minha avó, tudo pode estar morto dentro de você, mas a esperança, ahh minha comadre, mesmo estando tudo mais parado que água de poço ou mais agitado que cachoeira, a tal da comadre esperança é sempre a última que morre, querendo você viver seu luto ou não.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Você nunca vai conseguir!

Você nunca vai ser um piloto de avião, você é fraco, não tem saúde para isso, você nunca vai ser uma chiquitita, você não serve para isso, você não nasceu para esta profissão, você nunca vai ser magra, você nunca vai conseguir isso, você não vai ser modelo, você não é bonita, você não sai do lugar, você nunca vai conseguir prosperar, você não vai ser nada daqui dez anos, você não é inteligente, você não pode, você não vai, você não consegue.
Se você já ouviu algumas destas frases na sua vida, pare, inspire, expire e reflita. Isso não necessariamente é verdade. E você não é o único que escutou isso pelo menos uma vez na vida, seja sofrendo bullying na escola, seja dentro do seu aconchegante lar, no seu ambiente de trabalho, ou até dentro do metrô regressando para casa.
O problema é que quem nos profere estas palavras não tem ideia do quanto isso pode causar feridas eternamente profundas.
Ninguém tem o direito de dizer para nós que não somos capazes, apenas nós mesmos. Há coisas na vida que necessitamos da aprovação ou desaprovação dos outros, mas há coisas que dependem apenas e tão somente de nós mesmos.
O que é importante perceber ouvindo todas estas ladainhas, é que sabemos o quanto isso é doloroso e podemos aprender a não fazer isso com os outros. Pois isso causa fadiga e nos faz muito mal.
O respeito com nós mesmos e com os outros, nunca, isso sim, nunca vai cair de moda, e o bom senso para com nossos semelhantes também, todos nós nascemos e morreremos com aptidões diferenciadas e isso não quer dizer que somos piores nem melhores que ninguém, o que precisamos identificar são os relacionamentos abusivos onde estamos enfiados, independente se as relações são de amizade, familiares, sentimentais ou não. Quiçá você tenha ouvido de outra pessoa coisas negativas de você mesmo, e seguido de todos os defeitos que você escutou de você mesmo vem a frase: - só digo isso porque me preocupo com você, ou, quero seu bem.

Será? Será que quem quer o bem só exalta o que o outro tem de ruim?


Muitas vezes aquelas pessoas que nos diminuem só fazem isso porque isso permite a elas a fortaleza, mesmo que para isso tenham que diminuir os outros doa a quem doer, só cabe a nós pegarmos ou não pegarmos toda a negatividade e o pessimismo do outro. Há pessoas que destilam pessimismo por onde passam, e independente de onde você chegue e o que você conquiste sempre haverá alguém para te criticar, pois as vezes aquele que o faz não consegue nem um terço daquilo que conseguimos. Normalmente as pessoas que nos jogam este pessimismo são pessoas que estão paradas na vida e não tentam nada por medo do fracasso. Acho que o erro maior não é tentar algo por receio de fracassar, pior do que isso é não tentar por medo de fracassar.
O que podemos aprender com estas pessoas, que consideramos tóxicas, é aprender com elas a nunca diminuir ninguém porque somos semelhantes, seres humanos, limitados, egoístas e egocêntricos. Não temos o direito de tratar os outros como menores ou piores que nós e muito menos temos o direito de dizer a palavra nunca, e, você é incapaz. Não podemos nos basear nas nossas crenças limitantes porque cada um tem seu limite e seu conflito interno.
Se você, assim como eu, assim como seu colega já ouviu palavras tóxicas neste sentido, não se preocupe, talvez quem te disse isso injustamente, não tinha nada de melhor para te oferecer.
O mais nobre a fazer nesta situação é enfrentar esse seu compadre limitado, se você acha que não quer conviver com ele, não conviva, você tem este direito, se acha que você pode viver perto dele, conviva, o que de mais nobre você pode aprender é não fazer igual, e aprender a amar o diferente, pois seria muito fácil conviver com os semelhantes e aqueles que são parecidos conosco, que temos amor verdadeiro e pleno, o difícil mesmo é amar o que só oferece ódio, pessimismo e rancor, fazendo isso, aí sim você fará a caridade, não só para seu compadre, mas para você mesmo. Afinal de contas, quem ama o feio, bonito ele parece.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Famosos também cagam!

O ônus e o bônus da fama...



Compadre e comadre, hoje vou falar de um assunto que me deixou muitas vezes intrigada.
Como nossos queridos famosos sofrem. Mas comadre, você diz isso porque você não é uma famosa. Imagina ter muito dinheiro, viajar pelo mundo, beber os drinks mais caros, dirigir os carros mais velozes, ver, conhecer, e fazer sexo com gente interessante, banal, fútil, frívola ou não, gente que você nunca transaria se você não fosse famoso, e... bah.
Sim, meus caros, pode ser que para você estas coisas sejam tri legais nível hard do hard da estrela mais brilhante e more.
Mas nada paga a tal da liberdade e a tal da privacidade. Mas se um indivíduo decide que quer ser famoso, isso é uma coisa que ele vai ter que abrir mão, vai ter que sempre estar de bom humor, para dar um autógrafo, fazer social e etc, tem a obrigatoriedade de tratar bem um fã, afinal de contas, é graças ao fã também, além do seu talento que ele alcançou o sucesso.
Mas uma coisa é certa, o famoso caga, ele é gente, ele fede se não tomar banho assim como você. O piá e a guria têm dor de barriga, tem ressaca, tem dor de cabeça e tem todo direito de ter uma vida normal como um ser humano qualquer, mas comadre, ele não é um ser humano comum e qualquer.

Mas aí que você se engana, ele é sim, ele não tem superpoderes, ele não chega mais rápido que você se pegar congestionamento e muito menos deixa de apodrecer quando partir desta para outra dimensão.


Mas fia, então o que te deixou encabulada em relação ao assunto que famosos também cagam? Já to ficando curiosa.
Me indignou porque eu já presenciei cenas com famosos que me causaram dois sentimentos: vergonha alheia da pessoa tietando. Pena/compaixão do famoso que estava com sua família num restaurante comum, perto da Rua Augusta, almoçando com seus entes queridos que provavelmente não via há tempos já que estava gravando uma novela das 21 horas na época, provável que a pessoa tinha escolhido aquele restaurante que não era famoso só para ter um piquitititico de paz e sossego que não aconteceu, pobre infeliz.
Pois a hora que o famoso direcionou para a boca a segunda garfada, sim ele parecia estar morrendo de fome, veio a garçonete abraçando-o e pedindo para tirar fotos, este povo sem noção não vem sozinho, vem em bando, só é necessário um chegar, que chega todo o batalhão, sabe as palmas na igreja? Então, basta um começar, que em segundos todo estão batendo as mãos, pois bem, não bastou uma garçonete abordar o famoso, porque sim, ele era pobre nesta hora, e eu muito rica, porque ele não estava conseguindo saborear a sua refeição em paz e eu pelo contrário, estava numa situação de paz e riqueza, porque além de comer minha comida sossegada consegui presenciar um turbilhão de sensações sendo empática com aquele pobre coitado, confesso que não me senti mais tão rica quando percebi meu apetite indo pro ralo, que cena deplorável, para não dizer triste, embaraçosa.


Eu sou uma pessoa no anonimato, graças a Deus, não tenho fãs, tenho alguns amigos que me admiram e gostam de mim, pelo menos é o que aparentam, minha família que vale por toda a constelação no quesito, especial. Mas aí eu paro e penso? Por que as pessoas não podem tratar pessoas como pessoas, dotadas de sentimentos e vontades? A única diferença minha e de um famoso é que ele aparece na TV, e eu não, mas ele tem contas para pagar, ele precisa trabalhar mesmo que seja com seu corpo e sua imagem para pagar suas contas também, ele sofre, chora, tem sentimentos.
Como você se sentiria se estivesse comendo, cansado, chateado com algo, quisesse paz, só almoçar com sua mãe que você não vê faz tempo, e chegasse um monte de gente te pedindo foto, assinatura, e papo furado, se você sabe que nunca mais vai ver estas pessoas na vida, mas que está ali com sua mãe que é importante e que você não vê com frequência. Veja, eu não estou menosprezando as pessoas, elas têm o direito de gostarem do trabalho daquele artista, mas contribua de uma forma positiva, vendo os filmes e novelas que ele faz, admirando e lançando boas energias para ele, não indo lá estragar o almoço do pobre, ou o que quer que ele esteja fazendo. O que muda na sua vida você ter uma foto com um famoso, não muda nada, absolutamente nada, você ganha status perante seus amigos? Se os seus amigos forem babacas como você, talvez.
Pare e pense, eu não estou dizendo que é errado você pedir para tirar foto com alguém que você admira, famoso ou não, estou dizendo que você tem que ter classe, ser chique, ter bom senso, avalie a situação, se você está no show do cara, ou na peça do ator, e surge a oportunidade de tirar a foto, ótimo, legal para você e para quem vai ver a foto. Mas se o cara está na farmácia comprando remédio para diarreia, está com a boca cheia no restaurante, aí já é falta de respeito, se coloque no lugar, faça isso, vai te fazer bem o exercício da empatia, porque a comadre empatia é igual sarna, você só sabe que coça quando você pega. É igual pimenta no olho dos outros, você só sabe que arde quando passam no seu. Pratique sem moderação.
Em qualquer quesito na vida, aproveite a ocasião irmão, mas não seja um cara sem noção. Não seja ladrão da privacidade e liberdade do outro, seu direito termina quando começa o direito do compadre, por isso vivemos em sociedade, e chega de banalidade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Virei gibi, e aí?

Tatuagens.... como amamos tudo isso!


Este texto é para você compadre, que ama, mas simplesmente ama, tatuagem.
Você é aquele tipo de comadre que todo dinheiro que você gasta em vão, tipo aquela balada cheia de gente estranha e esquisita, aquela comida cara que nem estava suculenta, aquele filme que você gastou para ver no cinema e teve uma senhora decepção, tudo meu querido, tudo que você investiu grana, e foi uma porcaria, com o perdão do palavrão. Se você nesta situação para e pensa, poxaaaa, isso daria um terço de uma sessão de tatuagem, bem-vindo ao clube.
Você é daqueles que vira amigo íntimo do tatuador, você passa 4 horas levando agulhada mas sai de lá feliz e contente, pedindo bis.
-Mas comadre, isso é doença, é pessoa que gosta de sofrer, masoquista.
É nada. Fazer tatuagem é a coisa mais legal que tem nessa vida.
Você é daqueles que chega o natal e você diz para todo mundo que faz parte da sua vida mais íntima: - não me dê regalias, me dê dinheiro para um novo desenho, e dispensa até o peru natalino. Você é daqueles que um super amigo seu, ou alguém da sua família te faz um favor nível hard da estrela e você diz: - nossa, valeu, porque você é sempre grato,  e diz: - eu não te troco nem por um frango assado na hora da fome, e nem por um namorado tatuador para me transformar na bolacha passatempo, de graça, sem cobrar, mas aí você pensa: putz, acho que eu deveria ter deixado só a parte do frango, porque a segunda é mentira, um drible desconcertante na sinceridade. Mas mesmo assim você fala, é seu amigo, vai aceitar este defeitinho, afinal de contas, ninguém é perfeito, né? Isso é só um mero detalhe...


Enfim, você é tão louco por tatuagem, que se você for fazer tudo que quer de verdade, falta pele mesmo sabendo que a maior parte do nosso corpo não é nosso intestino, é nossa pele.
Você detesta aquele compadre preconceituoso, que em pleno século XXI trata tatuados como marginais, aquele ser humano, que diz: - ah, se eu tivesse uma empresa eu não te contrataria.
Aí você nem perde muito seu tempo respondendo, você só pára, e pergunta: - você tem uma empresa? Ele te responde: - não.
Ai você só conclui em voz alta:- 
É por isso que você não tem uma empresa. depois em silêncio: -Deus, não me deixe pecar, mas, faça deste ser uma pessoa menos preconceituosa, eu concretizo, aleluia. Você até reza para esta pessoa ser melhor e para você ser melhor não julgando-a, pois não quer ser uma pessoa do mal, igual o pica pau.
Você tatuado já deve ter escutado as seguintes cretinas perguntas: Tatuagem dói? E quando você ficar velho? Esta você responde mentalmente: Estarei tão enrugado quanto você, mas com menos preconceito.
E se você não arrumar trabalho? Você, mais uma vez responde mentalmente: Tatuagem não mede caráter, se estou sendo eliminado porque tenho um desenho no corpo, quem não me merece é a empresa que não e contratou por isso.
Tatuagem é coisa de marginal, não é?
Blá blá blá, nesta hora você simplesmente se distrai com uma pomba que passou voando na sua frente,  e dá a ela o nome de Nikira enquanto  voa pelo céu.
Para mim, ter o corpo tatuado é ter o charme que te falta, sabe aquela mulher poderosa que coloca um vestido maravilhoso para o casamento da irmã, e o que dá todo o charme é quando coloca o colar? Pois bem, a tatuagem é o efeito nível hard da estrela da formosura.
É aquele homem de terno, que resolve dobrar a manga da camisa em dia de verão, e de repente você se surpreende com aquele braço colorido ou desenhado. Barbaridade compadre. Mas só pode fazer isso na hora do almoço, pois é chefe não curte tatuagens.


É meus queridos, infelizmente há muito preconceito descabido em relação a esta causa ainda. Todos nós esperamos quebrar esta besteira, pois tatuagem não mede a índole do ser humano, e todos sabem muito bem disso.
Então você meu querido irmão, irmã, que não tem nenhuma tattoo, que bom, ou que ruim, ou problema seu, seu corpo suas regras.
Você aí que como eu, ama os bons tatuadores, detesta os ruins, você aí que acha que tatuador que manda bem é um artista que deve ser respeitado e merece nosso couro para pintar, aleluia, alegria.
Porque vamos e convenhamos, todo bagual gosta de um gibi, e toda arte precisa ser admirada.
Mas comadre, e tenho uma fada verde da época que o avô era piá, parece que eu fui para cadeia durante um mês e um aprendiz treinou um desenho em mim para matar tempo. Não se reprima, não se reprima, tem tatuadores especialistas em consertar cagadas de outros, são seres que vão para o céu de paraquedas, baguais admiráveis, devemos amá-los e respeitá-los, porque não basta ser bom, o bicho é tão de futuro que conserta a cagada de outrem com mágica quase, sabe aquilo que parecia impossível e não ter saída, sem mais delongas, os caras mandam demais de bem.
Por isso eu te digo, se decidir pintar a carapuça, decida com responsa, pesquise, mas pesquise sem preguiça, o estilo, a linha e tudo que puder, pois a tatuagem tem que te trazer alegria e auto estima, e um significado que te faça sentido por mais maluco que seja, e não uma dor de cabeça.
E pague o preço que achar que deve pagar, pois, mais vale um gosto, que um tostão no bolso, não faça aquilo que não está confortável para fazer, a pele é sua, é você que vai carregar aquilo o resto da vida. Uma coisa é certa, quando nós tatuados morrermos, os bichinhos que forem comer nossa carninha ficarão contentes com o gostinho da tinta, sabe aquele catchup, e aquela maionese que você adora temperar seu sanduíche? Pois bem, a tatuagem será bem-vinda até na pós vida, e... tome tempero bicharada.